Obras de Emir Larangeira

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Obras de Emir Larangeira


Polêmico e escritor. Esta é a definição que Emir Larangeira, tenente-coronel reformado da PMERJ, faz de si próprio.
Polêmico, sim, porque não tem medo de dizer o que pensa. Prova disso é o teor explosivo e chocante de seu mais recente conto, Rio Violento (leitura altamente recomendada), e também de alguns outros contos e artigos já publicados, como o que ele discorre sobre o filme "Tropa de Elite" e sobre o livro "Elite da Tropa", e ainda um outro em que ele critica o Regulamento Disciplinar da PM do Rio. Ele não tem medo de abrir a caixa de pandora. E como diz o velho ditado, “mais vale uma verdade que dói do que uma mentira que conforta”.
Além de polêmico, é também um primoroso escritor, com estilo original, realista, sem meias-verdades. Suas obras são de leitura muito agradáveis, e nos jogam no epicentro da trama.
Emir é um escritor experiente. Seu primeiro livro, “Profissão Traficante”, foi lançado no ano 2000, seguido de “Operação Arabesco - Tráfico no Asfalto”. Portanto, muito antes dos lançamentos dos livros “Elite da Tropa” e “A Verdade da Tropa”, em 2006, ele já desnudava de forma muito mais realista a conjuntura da violência urbana; suas causas, conseqüências, suas diversas facetas, do pobre marginalizado ao rico drogado. Em 2001, no livro de contos “Bairro de Lata”, já dizia que “é o uso que faz o tráfico, e não o tráfico que faz o uso”. Aquela cena do filme “Tropa de Elite” na qual um certo capitão joga na cara do usuário que é ele quem financia essa merda o tráfico de drogas não faz você se lembrar da assertiva do Emir Laranjeira? Talvez estejamos reinventando a roda...
Em seus oito livros já publicados, ele aborda com propriedade o caos das favelas e a vida de seus moradores, o cotidiano sofrido dos policiais militares, o dia-a-dia do quartel, o submundo não-oficial se relacionando com o mundo oficial... E muito mais, muito mais.
Em seus romances e contos, ele mistura com maestria dissertação, descrição e narração; com todos essas composições textuais se entremeando, o conjunto da obra não poderia deixar de ser magnífico.
Mas nosso objetivo principal é divulgar as obras desse talentoso escritor  (romancista, contista, cronista e articulista). No mundo digital, ele tem um site (http://www.emirlarangeira.com.br), um blog (http://emirlarangeira.blogspot.com), e é articulista do Blog da Segurança (http://odia.terra.com.br/blog/blogdaseguranca).
No mundo literário, ele já tem publicado um valioso acervo de livros, um verdadeiro legado à juventude e às novas gerações.
    Título: Profissão Traficante (2ª Edição)
  Autor: Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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 Título: Operação Arabesco
 Autor: Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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    Título: Utopia
  Autor:
Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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    Título: O Golpista
  Autor:
Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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    Título: Bairro de Lata
  Autor:
Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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    Título: Cidadela Contemporânea
  Autor:
Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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    Título: Cavalos Corredores
  Autor:
Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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    Título: O Espião
  Autor:
Emir Larangeira
  Editora:
Beto Brito
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Trecho de um dos contos do livro “Bairro de Lata”, no qual ele mostra a realidade nua e crua; perturbadora descrição de uma favela:
"A favela era grande, - uma cidade, pobre, dentro de outra, rica, - um mundo à parte, quase que isolado de tudo, um povoléu de senzala, seria a vontade dos senhores da casa-grande, de ontem e de hoje, sempre vendo-a de longe e impertinente a crescer, crescendo com ela a miséria e o zé-povinho na miserabilidade do abandono total. Mas a favela era grande, e a cada dia maior ela ficava, e isto ninguém podia lhe negar, porque havia na base do morro, - um grande morro, de cume empedrado, abrupto, inacessível, bem alto, - havia na base do morro e em toda sua volta, no plano liso do chão, os barracos. E eram milhares, aqueles barracos, uns agarradinhos aos outros em paredes-meias feitas de tábuas vagabundas, de restos de construções abandonadas e de tudo o mais que mantivesse de pé aquelas casinhas toscas e cheias de gente miserável, de gente nortista e nordestina e de muitos pretos que nunca venceram os grilhões do passado. E os barracos iam-se amontoando, germinados, e subindo, e subindo... até atingir as alturas mais altas do morro. Tudo isto era a favela grande."

* Mensagem aberta ao Coronel Emir Larangeira
“Amor, você tá parecendo um menino quando ganha a primeira bicicleta”. Foi isso o que minha esposa me disse quando eu abri o sedex e olhei para os livros do senhor. Confesso que a sensação foi realmente essa. Senti-me um menino. Contive as lágrimas.
Coronel, muito obrigado, e que Deus ilumine seus passos e de toda sua família.



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