Torcedor do São Paulo baleado por PM de Brasília

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sargento, ficha disciplinar idônea, 20 anos na PM, com comportamento considerado exemplar. Depara com brigas entre torcedores, vai intervir, sozinho, e... O final todo mundo já sabe. Virou notícia a ser explorada pela mídia ávida por desgraças e tragédias.

Ainda no calor dos fatos, perguntado sobre o ocorrido, um oficial responde: “Eu não sei o que falar”. Difícil, realmente, dizer alguma coisa. Crucificar o policial ou defendê-lo? Eu sempre vou estar do lado do policial, não tem jeito. O nosso serviço é melindroso. Podemos passar a vida inteira recebendo aplausos e, por um erro, por uma fração de segundos, somos execrados. É assim nossa profissão, que muitos chamam de sacerdócio.
Mudando um pouco de assunto, os senhores já perceberam que nos últimos casos em que a mídia criticou a Polícia foi mais por excesso do que por omissão. Os que “erram” quase sempre são os policiais que enfrentam o perigo seja ele qual for. No caso do menino João Roberto, policiais perseguiram e abordaram um automóvel suspeito de estar ocupado por assaltantes fortemente armados. No caso Eloá, policiais adentraram no apartamento sabendo que o seqüestrador estava armado, com grande estoque de munições, e foram recebidos a tiros, tendo um atingido o escudo balístico - Que sorte!
Agora, mais um caso, o do policial de Brasília que baleou um torcedor do São Paulo. Mais um caso de destemor ao perigo. Interviu sozinho no confronto entre torcedores.
O que acontece conosco. Às vezes, achamos que somos super-homens... Não somos. Não devemos nos envolver emocionalmente em ocorrências. É difícil, não temos sangue de barata, mas que nos sirva de lição.



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5 comentário(s):

Anônimo disse...

Que Deus ilumine seus julgadores!
E após uma reciclagem ele retorne as suas atividades.
Boa Sorte.

Henrique Martins.

DextermilianSD disse...

O problema é sério! quais são as nossas atitudes? escolhemos andar no fio da navalha todos os dias , já sabemos que a qualquer momento estaremos na linha de frente , nosso serviço é perigoso , será que estamos todos os dias 100% em condições? não creio que o sargento em questão estivesse em um dia ruim, foi um erro a atitude tomada por ele naquela situação, infelizmente todos nós estamos correndo o risco de errar , pois ninguem é perfeito, só devemos trabalhar tomando as atitudes certas e dentro da lei. devemos pensar em chegar bem e vivos para nosso lar, mais sem nunca fugir de uma guerra! "cada situação uma atitude diferente e fundamentada em lei" de super-homem o cemitério está cheio...

Américo disse...

Infelizmente os policiólogos de plantão e outros "ologos" que nada entendem da atividade policial militar querem expressar opinião, tirar proveito das situações para se promoverem como "paladinos da verdade”, sem nunca terem trabalhado na atividade de policiamento, não passam de uns ignorantes e mais ainda quem dá ouvidos para eles(imprensa marrom).

Somente quem vivenciou na pele uma determinada situação pode realmente expressar suas justificativas, ninguém mais.

José Ricardo disse...

Graças à Deus, tenho sábios leitores e comentaristas de primeira. Só pensamentos brilhantes.

Anônimo disse...

ser super heroi isto todos os dias eu esculto de pessoas que querem intimidar quem realmente trabalha,pois a intençao quamdo abordo uma pessoa suspeita de estar armada nao de estar procurando trabalho mas sim de cumprir minha missão de antecipar o fato.Mas quem analisa certos fatos nao esteve ali para sentir o que aconteceu sao pequenos detalhes que faz uma enorme diferença sao poucos segundos para o policial analizar uma lista de prioridades na qual nen sempre sua vida esta em 1°lugar para depois agir enquanto o meliante simplismente executa doa a quem doer

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