Militarismo, teatro, faz de conta, evolução

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Relembrando os últimos acontecimentos, veio-me a mente como o militarismo é um grande teatro. Existem muitas coisas sem sentido nesse mundo de faz de conta. Coisas que você pergunta: Pra quê isso? Eu não consigo encontrar explicação, por mais que eu tente.

Eu não consigo entender, não entra na minha cabeça, a lógica em retirar cerca de uma centena de policiais de suas atividades operacionais e administrativas para fazer teatro e coro. Eu não entendo porque, quando um militar sai de uma seção do quartel, é preciso que ele faça continência, peça permissão para retirar, desfaça a continência, dê meia-volta e rompa marcha. Não bastaria um educado “com licença, superior”. Eu não entendo esse sistema de castas, de segregação. Círculo tal, círculo tal, círculo fulano de tal. Para mim, todo mundo é igual. Na sociedade e na natureza, as separações e as aglutinações ocorrem de maneira natural. Não é preciso lei nem regulamento para isso. E não entendo muitas outras banalidades que em nada contribuem para uma melhor prestação de serviço à comunidade.

É importante deixar claro que não sou contrário à hierarquia e à disciplina, mesmo porque elas existem em todas as organizações. Só penso que tudo tem que evoluir. O militarismo nas Polícias, atualmente, virou um grande teatro, um mundo de faz de conta. Está obsoleto, desnecessário para profissionais que lidam com a comunidade, e não com inimigos que devam ser eliminados.

Se, nos cursos de formação, trocarem as aulas de ordem unida por aulas de técnica policial, a instituição e a sociedade irão ganhar, com certeza. Ordem unida é teatro!

O militarismo, no meu entender, é uma forma de levar o profissional a somente dizer “sim, senhor”. No entanto, muitas vezes é imperioso que o policial diga “não, senhor, não temos efetivo para cumprir essa operação”; “não, senhor, não temos equipamentos para cumprir a determinação”; “não, senhor, a culpa não é minha, a culpa é de uma total falta de estrutura”.

Se a natureza evolui, as organizações também têm que evoluir. Pense nisso!



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53 comentário(s):

Stive disse...

Atenção blogueiro policial.
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Estamos te esperando no Twitter.
http://www.stive.com.br/2009/02/blogs-policiais-no-twitter.htm

;)

abraço

Anônimo disse...

Certamente você nao é policial, apesar de tambem nao aprovar esta conduta do militarismo, mas vai ser assim sempre, se voce ja é nao esquente, se nao jamais será um de nós.

Anônimo disse...

Parabens pela matéria, penso da mesma forma. Espero um dia podermos contemplar essas mudanças, para uma melhor prestação de serviço e credibilidade.

Alan

José Ricardo disse...

Anônimo, certamente eu sou policial, pode ter certeza, e tenho muito orgulho em ser policial. É uma pena que existam pessoas acomomodas e conformadas, que pensam que a situação atual nunca vai mudar. Se não fizermos nada, é lógico que não vai mudar mesmo. No entanto, digo-lhe uma coisa: Já está mudando. Tiro como exemplo o relacionamento mais próximo entre oficiais e praças que existe atualmente. A mudança já se processa e é um caminho sem volta. O militarismo não coadanua com a era da eficiência e dos resultados pela qual estamos passando. Pense nisso!

dextermilianSD que se faça justiça , mesmo que o céu desabe.... disse...

eu penso da mesma forma , nós somos policiais , não somos das forças armadas , minha responsabilidade e de manter a ordem e a na sociedade , não tenho inimigos declarados , todos fazem parte da sociedade , um exemplo : vou na padaria e compro um pão , no outro dia o padeiro não veio trabalhar , pois está preso por furto , o padeiro é meu inimigo? claro que não ele nunca foi meu inimigo ele simplismente praticou um crime em uma sociedade e sofrerá as consequencias e terá os seus direitos preservados , esse é o meu cenário de trabalho , não é um campo de guerra , um terreno desconhecido , não é um front onde todos diferentes de mim , são possíveis agressores , em nossa profissão devemos conversar , devemos entender e procurar respostas rápidas , utilizar a força em ultimo caso ... o anônimo não entende , está "bitolado" , se vc quer guerra vai para o Rio de Janeiro ou entra para o exercito dos Estados Unidos , lá vc será um militar e vai ter várias guerras declaradas ao seu dispor!

Anônimo disse...

Olá, companheiro, gostaria que você enviasse essa postagem para os comandos principalmente aqui em Pernambuco. Sou de total acordo com o que li. Se eu mandar repassar, posso ser mal interpretado, e aí você sabe o que pode acontecer comigo... Temos que fazer alguma coisa pra mudar essa situação no meio policial em todo o Brasil. Isso é um desserviço junto a essa sociedade que só sabe cobrar, mas não sabe o que passamos nos quartéis. Um forte abraço.

Ass.: Antônio

Anônimo disse...

penso exatamente igual....
Parabéns por conseguir pensar.

Anônimo disse...

O militarismo é caduco, medieval e engessado. Trava a missão da polícia. Sou totalmente a favor da desmilitarização das polícias como um todo. Concordo plenamente com a hierarquia porém, menos distribuída. Visualizo uma hierarquia simplificada e mais unida. Acho sim que um dia chegaremos à desmilitarização.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado Ricardo

Tenho acompanhado seu interessante blog e resolvi comentar sobre o que dissestes, acerca do militarismo.
E faço-o concordando contigo. Militarismo não é bom mesmo!
Militarismo embota.
Militarismo sabota.
Militarismo se sobrepõe
Militarismo é, e não pode não ser, ou só pode ser uma concepção ideológica-política.
Militarismo é uma forma de poder que se apóia nas armas, muito mais que no poder do símbolo ainda que o contemple, para dominar a sociedade.
É o fuzil se impondo à vontade coletiva.
Isso é militarismo.
Mas, aquele conjunto organizacional, cultural, administrativo, valorativo de uma ética estabelecida para o cumprimento do dever que propõe a obediência (e não a subserviência!), que prevê a camaradagem, que se estabelece em círculos hierárquicos e não em estratificações sociais, que possui justiça disciplinar e justiça especial, a isso chamamos militar, carreira militar, ser militar, investidura militar.
Essa identidade de nossa carreira, esse caráter nos impõe sacrifícios e limitações, mas nos permite o exercício da honra com mais freqüência, porque seguramente nos é exigida a cada esquina.
É verdade que ninguém enche a barriga com a honra e nem se veste com tecidos de coragem; há de se esperar da exigente profissão uma justa retribuição, num um soldo que se permita viver com dignidade. Mas, todos sabemos, que só seremos militares plenamente se enxergarmos no bem que fazemos alguma espécie de retorno.
A continência, a ordem unida (coreografia representativa do coletivo militar), são apenas símbolos, representações.
Obedecer, comandar; nenhuma dessas realizações têm maior honorabilidade. São iguais na envergadura. Só são diferentes na forma.
Um abraço do seguidor do seu blog
Força e honra!

José Ricardo disse...

Senhor Coronel, que bom que concordaste comigo. Como disse o senhor:
Militarismo não é bom mesmo!
Militarismo embota.
Militarismo sabota.
Militarismo se sobrepõe
Militarismo é, e não pode não ser, ou só pode ser uma concepção ideológica-política.
Militarismo é uma forma de poder que se apóia nas armas, muito mais que no poder do símbolo ainda que o contemple, para dominar a sociedade.
É o fuzil se impondo à vontade coletiva.
Isso é militarismo.

Lucas Raviole disse...

Coronel Mário Sérgio, é difícil entender seus textos enigmáticos... Vamos ver se entendi. O militarismo não é bom na medida em que significaria o predomínio dos militares na política e na administração de um país (ditadura militar), na medida em que tem a tendência de resolver os conflitos por meio de guerras, por meio de fuzis. É isso?

Entretanto, seria bom "aquele conjunto organizacional, cultural, administrativo, valorativo de uma ética estabelecida para o cumprimento do dever que propõe a obediência (e não a subserviência!), que prevê a camaradagem, que se estabelece em círculos hierárquicos e não em estratificações sociais, que possui justiça disciplinar e justiça especial, a isso chamamos militar, carreira militar, ser militar, investidura militar." É isso? Esse conjunto organizacional militar seria bom?

Talvez eu não tenha entendido, mas o senhor também não facilitou, não foi claro. A clareza é importante num texto, pelo menos eu acho.

Vou fazer ao senhor algumas perguntas, apenas para ficar mais claro o seu posicionamento.

1 - O senhor é contra ou a favor "a continência, a ordem unida (coreografia representativa do coletivo militar)"?

2 - O senhor é contra ou a favor em se retirar mais de cem policiais de suas atividades normais para marchar numa passagem de comando?

3 - O senhor é contra a favor dos círculos? Não seriam eles uma espécie de estratificação forçada?

4 - O senhor é favor ou contra a obediência cega, que leva policias a morrerem por não questionarem ordens absurdas que atentam contra a vida dele?

Fica as perguntas, para melhor esclarecer um texto enigmático.

Anônimo disse...

Militarismo e atividade policial são coisas incompatíveis.

SIM PARA A DESMILITARIZAÇÃO DA PM!

Soldado é uma coisa e policial é outra.

zecarlos disse...

Muito bom o post, concordo em gênero, número e grau com os argumentos apresentados.

Anônimo disse...

companheiro!
Parabens por este texto, ele retrata a pura verdade sobre militarismo( disciplina com pé na cabeça), ja esta super ultrapassado isto, queremos ser policiais , nao um grande grupo de atores de teatros, ao invez de marcha de um lado pro outro vamos estudar tecnica polcial, direito penal.
a sociedade naum aguenta mais esta vaidade que e o militarismo.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado Lucas Ravióli

Cumprimentando-o, inicio com um pedido de desculpas por não haver respondido de pronto às suas indagações.
Mas, aqui estou para fazê-lo, e, desta vez, espero fazer-me entendido por você (gostaria que me permitisse tratá-lo assim, na intimidade de um amigo).
Aliás, muito me auxilias ao indicar minha falta de clareza. Minha proposta filosófica passa, irremediavelmente, pela vontade de ser claro, não ambíguo e não misógino, que quer dizer “não ser antilógico”.
Mas, sou um homem limitado, como vês, e, aí, toda ajuda é bem-vinda, como a sua, para que eu me torne melhor.
Mas, contrariando-o, não acho que você não me entendeu!
Você foi perfeito na interpretação do meu comentário, embora o tenha dito enigmático.
Os dois primeiros parágrafos, nos quais me questiona se eu disse o que escrevi (posto que você repetiu na integra meu discurso), digo-vos que é exatamente isso: o que eu escrevi, foi o que eu quis dizer e o que você entendeu.
Assim, fui confuso, mas você foi um bom intérprete.
Então, resta-me responder as quatro perguntas que me formulas. Vamos a elas:
1. Continência e ordem unida são duas expressões identitárias do universo simbólico militar. Expressam a sua essência? Não, posto que pode haver identidade militar num universo considerado, sem que seus integrantes prestem continência, ou façam ordem unida. Mas, a continência, de origem contraditória, (teria início como saudação na marinha inglesa, ou entre cavaleiros nas justas, quando se identificavam os oponentes levantando a viseira do elmo), é praticada na maioria das forças militares e até nas polícias de natureza civil, e talvez por isso, no Brasil, ainda a utilizemos também. A ordem unida já foi usada como treinamento físico; é uma forma de se trabalhar a idéia de coletivo, de harmonia e de obediência. Ela é praticada como coreografia, em exibições e em competições. O mundo civil utiliza fundamentos desse simbólico militar para promoção de valores que fortalecem o vínculo dos funcionários com as empresas. Ainda, mesmo nos países em que ocorreram revoluções e civis passaram a ocupar postos militares nos exércitos, a continência não foi abolida e nem a ordem unida. Perguntas-me, então, se sou a favor ou contra a continência e a ordem unida: respondo-te que depende do porquê praticá-las. Se para buscar compreender melhor a natureza da norma, se para promover reflexões sobre fenômenos sociais e políticos, digo-te que ela não lhe serve. Mas, se for para atender-lhe nas necessidades acima explicitadas, ela te será de grande valia. O que não devemos fazer é não nos questionarmos sobre ela, e, aí, já te mostras sábio, porque fazes justamente isso.
2.Sobre retirar policias da rua para passagem de comando, digo-te que não creio ser razoável trazer prejuízos para a população, subtraindo-lhe serviços apenas para atendimento de rituais militares. Mas, veja, estou falando de um local não privilegiado! Estou falando de uma regra geral e, sobre o que questionas, uma perquirição particular deve ser requerida. Da forma que fazes, dá-se o mesmo que perguntar da razoabilidade de se deslocar um ferido numa ambulância ou num blindado. A resposta mais lógica será: na ambulância. Mas, pergunte a um policial baleado, em meio a um combate no Complexo do Alemão, sob o fogo dos AK 47, se ele prefere sair em qual “socorro”? Então, para o contexto simplificado te respondo que não se devem retirar policiais da rua para marchar, e para o contexto complexo digo-te que a análise deve ser particular a cada caso, não se limitando a apenas uma variável.
3.Sou a favor dos círculos nos meios militares, mas contra estratificações sociais. Isso significa que eu posso ser Coronel e ter um padrão de vida inferior ao de um Sargento, ou de um Soldado. Se meu subordinado tem plenas condições financeiras de adquirir bens e inserções de forma lícita, e gozar de prestígio político e intelectual acima dos que desfruto, isso não lhe pode ser interditado. Os círculos existem em profissões civis; não são representações unicamente militares, mas muitas vezes o meio militar os confunde com estratificação, isso é verdade.
4.Nenhuma obediência pode ser cega, nem o instinto cego é soberano na natureza humana, posto que o mediamos com a razão, propiciadora da responsabilidade. Só de animais irracionais podemos esperar obediência cega. Todavia, ser militar não é ser cego, “obedientemente cego”, ou subserviente, se preferirmos. Os regulamentos e códigos têm previsão para isso.
Meu amigo, não sei se respondi a contento. Como disse, sou um homem com limitações, e me sinto saudado por teres me advertido da necessidade de não me fazer obscuro. Como bem você disse: “a clareza é importante num texto”.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Uma correção necessária:
Escrevi Lucas Ravioli. O certo é Raviole.
Então fica: Prezado Lucas Raviole

Lucas Raviole disse...

Coronel, uma última pergunta, o senhor é favor da desmilitarização das Policias Militares?

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Lucas, vou iniciar te respondendo que a vida militar não é a que nos proporciona os maiores confortos.
Um velho coronel da cavalaria francesa chamado Bernard de Torquat escreveu, certa vez, em seu ensaio “Retrato Moral do Chefe”, que nenhum militar deveria ter grandes expectativas de gozar condições financeiras excelentes.
Do contrário, a profissão, não obstante sua inexorável condição de entidade inexcedível em exigência de sacrifícios, nunca seria aquela que permitiria a aquisição dos bens e valores materiais condizentes com o mérito decorrente do cumprimento da missão na carreira.
Profissões outras, muito menos árduas, infinitamente menos arriscadas e enormemente menos exigentes na qualificação profissional de seu pessoal, proporcionam salários muito mais atrativos e condições de serviço sobremaneira mais suaves do que aqueles decorrentes da vida castrense.
Bernard de Torquat não disse isso porque julgava que o militar tem que ganhar mal, e se arrebentar de trabalhar sem ser reconhecido.
Ele apenas reconhecia, e pretendia exibir, sua adequação a um universo cujo somatório de valores ao menos equilibrava sua frustração com outras condições.
Sabedor de que os valores da vida humana oscilam sempre entre o “ter e ser”, ele deixava claro que não podia ter o que gostaria, pois, em sua profissão recebia menos do que merecia, mas, que, ainda assim, na sua identidade com o “ser militar” considerava–se satisfeito e feliz.
De Torquat era um coronel, mas gozava de grande prestígio em todos os círculos, de Praças e Oficiais, no Exército francês e no Exército Brasileiro cujos textos foram introduzidos pelo marechal Castelo Branco.
Nós, Policiais Militares, nunca recebemos o que merecemos. Nosso sacrifício não é apenas o do suor dos nossos rostos, mas do sangue das nossas veias derramado diariamente nas ruas deste país; sangue não raro aviltado e desprezado pela população pela qual nos imolamos.
Afora tais questões, de caráter mais deontológico, quando objetivo dizer que ser militar (de força armada ou polícia) é uma escolha nossa, pessoal, intransferível, que pode ser revisada a qualquer momento, há aquelas outras que fizeram com que os governos criassem polícias militares, além das policiais civis, após estas, ou precedendo-as, mas criaram-nas com a compreensão da necessidade de possuírem pessoal para serviços de polícia preventiva voltadas ao patrulhamento que encarnassem os valores cultuados nas organizações de essência disciplinar, que são as forças militares.
A disciplina é uma questão essencial tão complexa e tão inquietante que ao longo de toda história da valorização da reflexão, instaurada, dizem, pelo pensamento socrático, tem conduzido pessoas a profundas meditações que, a uns, permitiram grandes progressos, como a Sócrates e, a outros, uma verdadeira intoxicação psíquica autodestrutiva, como no caso de Foucault.
Mas, meu amigo, se me permito tamanha consideração talvez enfadonha, com o objetivo de dizer-te que não vejo motivos para desmilitarizar-se a PM, é porque considero sua ânsia de reflexão digna de minha atenção mais apurada, mais seletiva.
Gasto aqui mais palavras do que necessitaria para dizer-te que tanto sou contra a PM tornar-se uma corporação civil como a PC tornar-se uma corporação militar, porque conquistastes esse direito com tua perspicácia e persistência e já sou eu quem não tem o direito de sonegar-lhe o que penso.
Há quem não entenda a necessidade da identidade militar para uma polícia preventiva.
A rigor, verdadeiramente ela NÃO é si ne qua non, mas, de minha parte, julgo que para o trabalho que realizamos com a complexidade de nossas missões “reclamadoras” de emprego de massa sob liderança e controle, escolho por continuar sendo militar.
É uma missão complexa, é verdade.
Há uma canção (antiga PMRJ) que diz: “assim, pois, um feliz dualismo, duas vezes soldados nos faz; do Brasil, defensores na guerra, e sentinelas na ordem e na paz...”
Força e honra!
E um abraço fraterno.

Leandro disse...

Caro coronel, se o digno frances, sendo um coronel, como o senhor o é, disse que não tem condições de ter uma vida digna, imagine o soldado sob seu comando, que ganha infinitamente menos q o Senhor. Imagine este mesmo subordinado, imagine não, se ponha no lugar dele e pense em como ele faz pra viver, ganhando menos de 10% do que o senhor ganha hoje.
O pensamento não pode ser pequeno e mesquinho. Coloco como exemplo o caso da PRF que até pouco tempo atrás ganhava muito mal. Pois foi só valorizar a função que exercem que os casos de corrupção diminuíram consideravelmente. Não estou dizendo de forma nenhuma que acabou, nem que vai acabar, tanto na PRF como na PM, se algum dia de minha vida chegar a ver a merecida valorização que a função deveria ter.
Muito fácil dizer o que senhor diz, quando não se tem por obrigação ir as ruas todos os dias ver as caras dos bandidos e ter de enfrentá-los, mesmo estando eles muito mais equipados do que nós.
Para os oficiais o militarismo é o céu, mas para os praças, e desafio a perguntar a eles, é o inferno na terra. E digo que hoje o maior desejo da maioria dos praças é sair e nunca mais voltar, assim como é minha vontade. Olhe q só tenho 5 anos de casa e estudo que nem um "doido" para deixar essa "ilha da fantasia" que é o militarismo. Digo isso com muita tristeza no coração, pois gosto do que faço.
Vou passar em outro concurso em que seja digno trabalhar e voltar pra casa, em segurança, e poder proporcionar um futuro melhor para mim e minha família. Pq hoje ganhando só 10% do que ganha um coronel, só Deus sabe o que passo para manter a dignidade.
saudações

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado Leandro

Força e honra!

Bom o seu comentário!

Vou fazer uns reparos, mas posso estar errado, ok?
Não sei a qual PM você pertence, mas preciso esclarecer o que acontece no Rio de Janeiro, onde sou Policial Militar, para que você possa julgar melhor.

1. Um coronel no Rio ganha líquido cerca de R$ 5.900,00, para mais e para menos. Se estiver comandando ganha mais, porque comando é função gratificada. Na realidade tudo depende da função, cujos ganhos são variados. Não sei quanto ganha um soldado da PM do seu Estado, mas deve ganhar mais de 10% do valor que te informei. No meu caso sou Presidente de uma autarquia de Segurança Pública, antes ocupada por uma antropóloga, antes ocupada por um advogado, antes ocupada por um cientista político etc. Ou seja, minha função, o que ganho nela, ganho como ganharia qualquer outro que a assumisse. Estou nela, mas poderia ser um outra pessoa que fosse habilitada, porque se trata de um órgão de produção epistêmica. Se eu ficar sem função, o que pode acontecer, porque para os padrões convencionais eu sou um coronel que fala demais (leia meu blog Segurança Pública – Idéias e Ações) - vou ganhar o que te disse.
2. No Rio vivemos uma situação diferente de qualquer estado do Brasil. Apenas fuzis, para que você tenha uma noção, apreendemos em 2007 se não me engano... 226 (duzentos e vinte e seis), e cerca de quatrocentas e cinqüenta granadas, a maior parte defensiva, ou seja, as mais destruidoras. Além disso, apreendemos carabinas, escopetas, minas anti-pessoal e lança-rojões, inclusive RPG.
3. Em 2008, embora não tenhamos fechado a estatística, já estamos próximo disso. Metralhadoras com bipé foram cerca de trinta apreendidas.
4. O tráfico de drogas no Rio não se organiza em quadrilhas, mas em facção, ou seja, uma espécie de subnacionalidade que vive requerendo status de instituição. As áreas onde atuam, entendem-nas como seus territórios inexpugnáveis, sub-estados, e buscam sonegar ao Estado Legal o monopólio das armas. Em alguns lugares, como o Complexo do Alemão, cada incursão é uma guerra, com fuzis de ambos os lados, condutas militares, casamatas a serem vencidas etc.
5. Por conseqüência disso exige-se o emprego dos chefes nas ações; daí você verificar que nas delegacias de ação mais contundente os delegados são muito jovens, e eles seguem junto de seus investigadores em muitos casos, expondo-se aos riscos. E, importante, não raro a Polícia Civil tem que assumir um ethos militar, pois de seus homens se exigirão condutas militares até para a própria sobrevivência.
6. Sobre nossa PM então nem se fala; Tenentes, Capitães e Majores é todo mundo no pau, mas são os nossos Soldados, Cabos e Sargentos o que mais se vitimizam, porque por razões óbvias estão expostos diariamente ao combate. E queres saber, muitos comandantes também.
7. Eu queria que refletisses sobre algo: veja, não te parece que a oposição nasce do igual? Ou seja, não te parece que iguais em situações diferentes estão sempre se opondo (Marx usa isso para pregar o comunismo e chama de Luta de Classes). Não te parece que jovens e velhos estão sempre em campos opostos? Que quem manda está sempre em campo oposto a quem obedece? Por que?
8. Bem meu amigo esse é um ponto intrigante e é assunto para uma conversa longa demais. Mas penso que tem tudo a ver com o que discutimos.

Um grande abraço para ti

Que Deus te proteja sempre nas missões, para que possas voltar são e salvo para os teus.

Devair, Sgt, MG. disse...

Como militares temos um sistema previdenciario que ainda funciona.
Ainda somos julgados pela nossa justiça militar, em alguns crimes.
Temos um bom plano de saúde. Temos, em alguns Estados, escola militares com ensinos eficientes que de certa forma nos privilegiam e a nossos dependentes também.
A justiça militar não é uma justiça privilegiada como muitos querem nos fazer pensar.
Ela não é em momento algum corporativista.
É uma justiça especializada, asim como a justiça trabalhista, eleitoral etc.
Acabar com o militarismo é acabar também com a nossa Previdência, com a nossa justiça militar, com nossos planos de saúde, com as nossas escolas militares...
Sou contra policiais ficarem marchando dentro dos quartéis, enquanto na rua a malandragem ocupa o terreno trazendo insegurança ao cidadão.
Detesto desfilar no dia 07 de setembro.
Algumas coisas perniciosas no militarismo deveriam sim acabar.
Mas acabar de vez com o militarismo significaria a perda de alguns direitos conquistados, como deseja a sra Zulaiê Cobra, o Helio Bicudo, o Durval ângelo, o Nilmário Miranda e tantos outros.

José Ricardo disse...

Sgt Devair, eu até queria me posicionar a favor do militarismo, mas já estou perdendo a paciência com tamanha falta de... deixa pra lá.
Mesmo que o militarismo continue a existir em nosso meio, é preciso mudanças, é preciso evolução, até para se adaptar a era da eficiência na Administração Pública e termos profissionais mais motivados e preparados para nosso verdadeiro mister, que é a segurança da população.
Devair, muito obrigado pelas suas valiosas contribuições com o Universo Policial.

Anônimo disse...

Não vou aqui falar se concordo ou não com o militarismo, até porque o questionamento não é esse, e sim ...

"Pra quê isso"? Eu não consigo encontrar explicação, por mais que eu tente.

Ora...Eu explico !! o militarismo é uma ciência, e o laboratório de experimentação foram os campos de batalhas, não só os da idade média, mas os da idade antiga também.

Eu reconheço que as Polícias Militares não são forças que serão aplicadas em combate, apesar de ser força reserva auxiliar do exercito, sabemos que tão cedo o Brasil não entrará em guerra. Mesmo assim, elas são uma força armada a serviço da sociedade, e sendo assim, estão totalmente subordinadas aos interesses da sociedade, que por sua vez, está representada nas leis.

Sendo assim, eu não vejo outra forma de dirigir uma força sem o Militarismo.
Pois pense comigo... a quem a sociedade vai se socorrer em uma situação de flagrante quebra da ordem, quer seja por um grupo violento ou um desastre natural ou qualquer outro evento? eu digo. é na casa do policial militar que o telefone tocará de madrugada ... e este irá colocar a sua farda e rapidamente deslocará para o quartel onde permanecerá em prontidão para ser aplicado no combate a violência ou no auxilio aos desabrigados.

De onde vem esse espírito altruista, e a vontade de servir? do treinamento MILITAR...do "teatro" aplicado em sua formação, (sim senhor, não senhor, ordem unida etc.)

Imaginem uma rebelião em presídio ou um caso de sequestro com reféns !! Vários policiais em prontidão...prontos para entrar... o Comandante diz Vai !!! e os policiais respondem. Nós não vamos entrar comandante, âfinal os presos estão armados e alguns de nós podem sair feridos...será que é uma boa entrar ?? tenho certeza que isso nunca vai ocorrer, pois a coragem e abnegação fará com que todos entrem e cumpram a sua missão... de onde vem essa abnegação: respondo novamente...da estrutura militar do treinamento (sim senhor, não senhor, ordem unida e etc)

Na madrugada uma cidade inteira está dormindo...mas lá na rua a viatura PM está rondando, abordando e fazendo buscas... o que faz com que eles, os policiais militares, suportem a solidão da madrugada e a consequente sonolência... respondo ... a fiscalização, o treinamento militar, sim senhor não senhor, ordem unida e bla bla bla...

Qual a razão dos sinais de respeito entre os militares?? explico... o afastamento social mantido pela separação em circulos militares, faz com que os superiores não se furtem de cobrar esse ou aquele comportamento do policial... conduta reta, coturnos polidos, cobertura etc...além de não haver uma amizade entre eles a ponto de haver benefícios em escala de serviços, por exemplo, pois se haver uma amizade muito próxima, é obvio que os benefícios ocorrerão, não haveria nada de mais, se este benefício não fosse em detrimento ao prejuízo de outrem.

Enfim, se o militar for bem formado (sim senhor, não senhor, ordem unida e bla bla bla) ele não se furtará em prestar continência, não se sentirá desprestigiado em desfilar em solenidades, ao contrário, sentirá orgulho disso...se não sentir...é porque não foi bem formado...

Na formação o policial aprende a ser diferente...
Moral elevada, sentirá orgulho de sua missão, não se corromperá facilmente, pois isso é desonroso para ele, para seus pares, e para sua família...Sentirá orgulho de servir a sociedade, mesmo com o risco da própria vida...

Agora tu entendes...??? se não, vai procurar outro emprego !!!

José Ricardo disse...

Companheiro, não entendo, não. Meu pai é mecânico industrial e nunca se negou a comparecer à Usina onde trabalha, a qualquer hora que fosse chamado, mesmo não sendo militar. Ele trabalha em lugares bastante altos e nunca teve medo. Já até caiu e machucou, e mesmo assim continua se arriscando, mesmo não sendo militar. Ele é amigo dos chefes e, mesmo não sendo militar, sempre cumpriu seus deveres profissionais.

Minha mãe é enfermeira e trabalha com materiais biológicos de alto risco e nunca negou a cumprir uma ordem, mesmo não sendo militar. Ela literalmente limpa merda de pacientes, e não é militar. Ela trabalha de madrugada, finais de semana, natal, feriados, etc., e não é militar...

Pelo o que você diz, somente os militares cumpririam a ordem de debelar uma rebelião em presídio. Pelo que você diz, os policais civis, federais e os agentes federais se negariam a cumprir tal ordem. Será?

É preciso dissociar serviço "policial" de serviço "militar". São antagônicos.

Fazer continência, meia-volta, etc., é puro teatro, porque muitas vezes quem faz essas encenações está mandando o "superior" para aquele lugar.

Meu pai, que não é militar, recebe telefones de madrugada para ir consertar alguma peça na Usina onde trabalha, e ele nunca se furtou de comparecer.

As teorias que você usa para apoiar o arcaico e obsoleto miltarismo não passam de sofismas. Comigo não "cola".

Companheiro, evolua! Estamos na era da eficiência. Os policiais precisam se dedicar a atividade fim, que é a preservação da ordem pública. Chega de teatro!

Anônimo disse...

CARO COMPANHEIRO, SUA MATERIA E MUITO BOA. A HIERARQUIA E DISCIPLINA TEM QUE EXISTIR, POREM NA FORMA DE MILITARISMO E FUNDAMENTAL PARA MILITARES, JA PARA POLICIAIS QUE TRABALHAM COM UM PUBLICO CIVIL AGREDIDTO QUE VAI DE ENCONTRO AS LEIS DA SOCIEDADE, FAZENDO COM QUE A POLICIA NAO ACOMPANHE A EVOLUÇAO DA SOCIEDADE E OS POLICIASIS TENHAO DIFICULDADE NO EXERCICIO DA FUNÇAO E CONVIVENCIA NO MEIO CIVIL.
VAMOS A LUTA POR UMA POLICIA DEMOCRATICA, POIS VIVEMOS NUM PAIS DEMOCRATA.

cel militar jamais. disse...

parabens pela esta materia.
militarismo esta super ultrapassado, cheio de vaidagens, por isso a criminalidade aumenta neste pais.
vamos mobilizar e acabar com este militarismo nas policias. vamos ser policiais de verdade.

Anônimo disse...

Parabéns pela postagem amigo. O militarismo na polícia só serve para fechar as mentes bitoladas de pessoas que passam a vida atras de mesas. Em que um Coronel é melhor que um Soldado? Por que a corporação valoriza tanto um em detrimento do outro? Por que, se forem viajar um Coronel e um Soldado a diária do Cel é quase o soldo do Sd, chegando ao destino, o Cel vai pro hotel 5 estrelas e o Sd vai dormir na pensão da esquina??? No meu batalhão, não vejo nenhum oficial com iniciativa pro serviço de rua, e quando vai planejar alguma operação ainda faz cagada! Agora o cara estuda, entra na polícia, faz um curso (medíocre) de três anos e simplesmente passa a ser um zero à esquerda (acima do código de ética, diga-se de passagem), e qdo chega a ser oficial superior, deixa de ser policial e passa a ser político, isso é uma vergonha! e ainda dizem que a PM de Minas Gerais é a melhor do Brasil! Se é verdade, coitadas das outras polícias!

Anônimo disse...

Gostaria de receber alguma matéria sobre a obrigatoriedade de fazer continência quando o militar está em dia de folga e à paisana. É legal ele ser punido com a perda de 15 pontos no conceito além da prestação de srviço, por não ter se apresentado ao Comandante por não sber se o mesmo estava na Cia. Vale constar que a porta da sala do Comandante estava fechada e não era possível saber se ele estava lá.

Anônimo disse...

EU NÃO CONCORDO, O MILITARISMO É A NOSSA BASE TUDO ISSO QUE FOI DITO SÓ FAZ SENTIDO, DIANTE DE ALGUEM QUE SE ACHA SUPERIOR COM ALGUEM QUE SE ACHA INFERIOR, QUANDO VOCÊ COMPREENDER QUE NÃO HÁ DIFERENÇA ENTRE COMANDAR E SER COMANDADO SABERÁ O QUE DIGO. O QUE FORTALECE OS MILITARES É A UNIÃO E OS COSTUMES DA CASERNA, NÃO SOMOS MELHORES QUE NINGUEM MAS SOMOS DIFERENTES, EU TENHO ORGULHO DE SER SOLDADO DE UMA TROPA DE UNIDADE ESPECIALIZADA, NÃO ME SINTO MENOSPREZADO POR ISSO. SOU FORÇA AUXILIAR DAS FORÇAS ARMADAS E SE UM DIA FOR NECESSARIO QUERO ESTAR PRONTO, POR AMOR A NOSSA NAÇÃO E EM RESPEITO A DEUS QUE NOS DÁ NOSSOS TALENTOS. (PARABOLA DOS TALENTOS, NOVO TESTAMENTO)

Anônimo disse...

PARABENS PELA MATERIA. GOSTARIA DE RESALTAR QUE INFELIZMENTE NO BRASIL ESTE TIPO DE PENSAMENTO É UTÓPICO. E POR ISSO PENSO EM SAIR DA INSTITUIÇAO PARA INGRESSAR EM OUTRA FORÇA DE POLICIA.

Iremar Vasques disse...

A continência e outros sinais de respeito são dirigidos à autoridade e não à pessoa. É uma forma de deixar claro as diferenças de responsabilidade. Por exemplo não é responsabilidade do escalão de execução ficar pensando no porquê dos coros e bandas e sim executar sua missão dentro da técnica e legalidade. As decisões políticas e estratégicas estão em outro nível. Mesmo com todo o militarismo tem gente que esquece...faz mal e porcamente seu serviço e acha que pode dar pitaco no serviço dos outros. É uma forma de dizer... cada macaco no seu galho.Não tem nada a ver com guerra e não é contrário à qualquer filosofia de direitos humanos e polícia comunitária.

Anônimo disse...

Oficial no sul de minas no máximo tira supervisão, é fato, em outras localidades(RMBH por exemplo) o convívio é melhor, creio que se o militarismo não acabar, pelo menos, por bom senso, deveriam diminuir os postos( pra que major, ten-cel) no caso dos praças poderiam cortar 2° Sgt, 1° Sgt, SubTen. Esses dias vi uma cena que representa bem o que disse: Um 2° Sgt "Paga" um monte para um 3° Sgt, a confusão se deu simplesmente porque o 3° Sgt(recem chegado do CEFS, um "recruta", rsrsrss) chamou o colega de "você", aí o tempo fechou!! Disse o segundão: "O fulano, eu sou 2° Sgt, não sou sargento, sou 2° Sgt.... essa polícia acabou!", rsrsrsrs, ou seja, a vaidade se sobre põe ao serviço operacional!!!!!!!!!!!!! Por fim o tal 2° Sgt é um bizonho, péssimo de serviço de rua, mas pra no quesito legislação ele é fera, comunica e sabe de cor o artigo infringido!! Mas na rua... dias pra trás quase apanha de um dedão!!! Hilário né!!!!

Abraços irmãos!!!

Allysson Santos disse...

Muitos dos comentarios que se dizem contra o militarismo argumentam a falta de condições de trabalho, porém o que ocorre é uma ilusão. Ao acabar com os postos e graduações o salario iria aumentar? Seriam comprados novos equipamentos e armamentos? Não! As condições precarias continuariam. Dizem que apenas praças vão para o campo de batalha, mas todos os praças quando enrolados com alguma ocorrencia sente-se aliviados ao ver o Oficial CPU chegando ao local. Não acho um desperdicio nossas solenidades e desfiles, apesar de se retirar parte do contigente da rua para participar destes ritos militares, os desfiles são exemplos de cidadania e civismo, sentimentos tão ausentes em nossa sociedade, que aparecem quase que unicamente nessas situações. Sou Soldado da Polícia Militar de Minas Gerais e apesar de realmente existir pessoas que "utilizam da estrelas e das divisas" para se sobreporem aos subordinados constato que a maioria a utiliza como forma para organizar o policiamento e cordenar as ações.

Anônimo disse...

O militarismo e uma forma arcaica de gerenciamento, divide os profissionais de segurança pública em castas, os oficiais acham que são de castas superiores, sou soldado PM da reserva remunerada da pmes, pedi 2 anos sem vencimento e nunca mais voltei, pois não aquentava ver tanta atrocidade, o militar da ativa, e vetado sindicalizar, a filiação política/partidária, a greve, em associação de classe como as dos médicos não podem ser conselheiros,o médico militar, não tem liberdade de expressão, enfim o militar e tratado como meio cidadão, a sociedade não aquenta bancar duas polícias, a policia tem que ter o ciclo completo

giba pmpb disse...

ola queridos guerreiros como eu, ando pensando muito sobre a desmilitarização e concordo e penso em um dia depois de muitos estudos sobre o caso publicar um livro que servirar como ponto de vista, ora todos nos policiais não passem as humilhações que passamos,com alguns abusos por parte do militarismo

Anônimo disse...

boa noite amigos na minha opiniao acho que o militarismo deveria acabar nas policias pois so servem para dar cargo a coroneis que nao tem nivel superior e se considerao superiores se o militarismo fose esencial para o serviço policial todas as policias do planeta estao erradas e somente a do brasil estaria certa ate quando vamos aguentar os gastos desnesesarios com justiça militar crime militar dezenas de oficias e praças no serviço interno nao ezersendo atividade fim

Anônimo disse...

concordo plenamente amigo pois nos batalhoes existen varios oficias e praças fasendo serviço interno e nao atividade fim onde um capitao com a metade de sua careira nao trabalha mais nas ruas um primeiro sargento dificilmente tambem trabalha com a demilitarizaçao o governo poderia contratar funcinarios que nao fosem policias poderia contratar firmas de vigilante para pois nao gastaria para treinalos pagarian salarios compatives com a funçao com isso o policial seria valorizado e sobraria policias nas ruas

Anônimo disse...

Acho que aqueles que discordam de quem fez esse comentário, são pessoas que têm a cabeça de papel que se não marcharem direitos merecem ser preso no quartel.
Pessoal sou militar-bombeiro, e no meu curso de soldado aprende que o mais importante do que o combate ou resgate é andar com o coturno brilhando e a farda com um vinco, meu DEUS quanto atraso, tudo bem que essa fosse uma recomendação mas, não uma obrigação ou uma prioridade quanto a de combater um incêndio ou resgatar/salvar uma vitima, a barba rasgando o couro dificulta ainda mais na operação e o medo de danos na farda nos evita de realizar um combate com mais eficiência, é uma pena tudo no mundo evolui, não sou contra a Disciplina e a hierarquia com consciência e urbanidade entra superiores e subordinados, mas os tempos são outros e se em vez de aulas de teatro em ordem unida os cursos oferecerem aperfeiçoamento técnico, formaria melhores profissionais e seria melhor pra sociedade

WISTON SALES disse...

O Militarismo dentro da policia é arcaico, tem que acabar para funcionar o serviço policial e melhor servir a sociedade.

WISTON SALES disse...

O policial militar ao faltar o serviço ou até mesmo chegar atrasado pode ficar preso, isso é inadmissivel. Como pode um servidor público que lida com vidas ter uma mente saudavel para poder exercer seu serviço com essas punições que são submetidos? Fora regulamento militar dentro da policia!

Anônimo disse...

militarismo é pura gatagem!!!

Anônimo disse...

Este sr. velho cel ricardo não quer peder seu status social,e manter seu "status quo" o militarismo é simplesmente aviltrante e imoral e todos que se baseiam em seus ensinamentos também o são, é facil de entender, seja esperto quer fazer alguma coisa para mudar, vamos nos mobilizar e ingressarmos com ações coletivas sugerindo a desmilitarização das policias em todo a pais, juntos somos fortes, pense nisto

Anônimo disse...

De certa forma o militarismo é muito bom, veja qual idiota ficaria debaixo de uma chuva por hs 02:40, sem qualquer proteção ou debaixo de um sol de 40 graus, vestido com um uniforme totalmente sem ventilação e inapropriado ao cumprimento do serviço, roube a gratificação da diaria deste idiota e mesmo assim ele não reclama, porque foi dado a ele um lanche no valor dez vezes inferior a sua diaria , em uma licitação feita de forma espuria, não precisa pensar muito, e só pensar em um militar, e se pensar em um militar da policia de minas gerais, acertou em cheio, se pensou que este pm é de bh, serve no batalhão de policia de eventos você é um vidente.
você ainda quer que o militarismo acabe, desta forma você quer quebrar o estado tão pobre e tão fraco, coitadinho do aecinho.

Anônimo disse...

Prezados senhores,

Não sou militar, mas já estive entre as fileiras de uma instituição militar por cinco anos, no posto de oficial. Na verdade parei nesta página por pura curiosidade sobre a desmilitarização. Mas gostaria de expor um brevíssimo comentário. Entendo que a desmilitarização é uma necessidade, a partir do momento que ocorre o fenômeno do questionamento de sua existência, de forma coletiva. Tal exposição deixa claro que tal pleito tornou-se um clamor público. Não apenas pelas categorias mais baixas do militarismo, casta social antidemocrática, mas também pelo conjunto da sociedade formada por amigos e parentes de militares e da sociedade afligida por uma polícia militar sucateada e atormentada por suas mazelas internas e que repercute negativamente sobre àqueles que deveriam proteger. Infelizmente, sabemos que os defensores do militarismo são àqueles que mais se beneficiam desta, ou seja, a casta superior traduzida em seu oficialato. Detentores do status quo de superiores, levam a risca o título. A hierárquia e disciplina é pilar de toda instituição que possua escalonamento hierárquizado, não necessitando para isso que sejam militares. Assim há exemplos variados em nosso País: Polícia Federal (civil), Polícia Rodóviaria Federal (civil), Polícia Legislativa (civil), Guardas Municipais (civis), etc. É muito fácil usar umalinguagem rebuscada e tergivessante, um completo marabalismo verbal, apenas para de forma mais agradável defender seus interesses pessoais. Atenciosamente, Alberon Gomes Lisboa, Recife-PE.

Anônimo disse...

Você foi de uma infelicidade muito grande! Certamente não consegue entender os verdadeiros significados que estão por trás de todas as simbologias existentes no Militarismo. Se você tem alguma dificuldade ou acha que é um menosprezo prestar uma continência, você deve rever seus conceitos. Acontece que algumas pessoas acham linda a continência, quando está fora da instituição. Após ingressar, não quer mais. Muito incoerente. O militarismo não está ligado a guerra ou a combate, é muito mais que isso. É um estilo de vida. Se você acha que ele é ruím, vá trabalhar numa empresa privada ou vender picolé na rua.

DAVI MOTA disse...

Por que tanta gente se incomoda com o militarismo? Percebo que muitos são civis. Até então, entendo suas opiniões, pois não conhecem, ou melhor, conhecem o regime de ouvir dizer por algum incauto que, porventura, lhe seduziu. Agora, saber que policiais militares destoam dos ensinamentos doutrinários me faz pensar sobre a formação desses indivíduos. Independentemente da graduação ou patente que ocupem, acho que deveriam refletir sobre a possibilidade de mudarem de profissão, caso contrário serão infelizes por toda a vida.
Por favor, me expliquem, que valores são esses que vocês têem para passar que são tão mais importantes que os adquiridos no meio militar.
Sinceramente, meus amigos, esse tipo de intelectualidade boçal, estou dispensando.
Boa Noite!

Anônimo disse...

o militarismo no brasil e atrasado velho um lixo fede a coisa velha.

TEN Noberto pm disse...

militarismo só leva a uma situação! quem está em cima está com a razão , sobra para os demais a consolação... as policias não precisam de militarismo , as policias precisam de leis e estatutos que irão garantir que o policial trabalhe em prol da população!

Anônimo disse...

Sou militar, mas antes sou POLICIAL!

Na atual conjutura, não há espaço para militarismo na Policia!
Já estou na reta da aposentadoria, não sou dono da verdade e muito menos tendo mudar opiniões, mas infeliz daquele que sempre usa do argumento: "Não tá satisfeito, pedi baixa!". Lembra-te que tu não é dono da Policia e que muitos entraram por vocação, mas infelizmente o regime militar acaba por disvirtuar da realidade atual e da necessidade de se fazer Policia e jamais Politica dentro da area da segurança publica.
Parabéns Ten NOBERTO, pelo vosso comentário! Teria a maior honra de trabalhar contigo!

Anônimo disse...

Não gostaria de ver a PMMG como um bando armado sem controle, sem ordem e disciplina. È a unica Instituição Estatal que funciona. Dêem nos a saúde pública que ela funcionará, dai nos as escolas e funcionarão, para que saibam que há profissionais que gostam do que fazem e o fazem bem feito.
Afinal muitos de nós decidimos sermos militares em tempos de salário minimo e risco de revolução.
Hoje que temos direitos, vemos oficiais de alta patente responderem por abuso de poder contra subordinados, temos associações e estamos caminhando para melhorias cada vez melhores, muitos só pensam em dixar de militares.
Ninguém é obrigado a ser militar. Toda escolha tem suas consequências.
Alguns nasceram para ser guerreiros, outros bailarinos, alguns escritores.
Não há discurso que convença os inconformados, nem elogios que alegrem os descontentes. Mas aquele que se reconhece, não busca elogios, aquele que é, não busca reconhecimento.
È uma pena que vivamos numa sociedade onde a pedância prevalece. A dor faz parte da existencia, só somos quando nos afirmamos como ser. Toda escolha requer uma renúncia.
Viva a PMMG, a quem devo o que sou, o que conquistei. Viva o IPSM, nosso maravilhoso patrimônio, viva nosso regime de aposentadoria que é o melhor neste 3º mundo. Não destruam por ignorância o que foi conquistado com o sangue de nossos irmãos. Escolham, há lugar para todos no mundo civil... (INPS, Etc...)

Anônimo disse...

SOU POLICIAL MILIATR A MAIS DE 25 ANOS E SERIA UMA BENÇÃO SE O MILIATRISMO DEIXASSE DE INFLUENCIAR A PROFISSÃO.
MEUS COMPANHEIROS E TAMBÉM AS REFERIDAS ASSOCIAÇÕES, POR DEVERÁS BUSCAM LEVANTAR A BANDEIRA DO BAIXO SALÁRIO, POIS BEM, ANTES DEVEMOS LEVANTAR A BAINDEIRA DA JUSTIÇA, DO RESPEITO AOS INTEGRANTES DA POLICIA MILITAR, PRINCIPALMENTE DOS PRAÇAS E DE ALGUNS OFICIAIS QUE TENTAM LUTAR POR IGUALDADE DE DIGNIDADE A TODAS AS CLASSES.
SE UM DIA O MILITARISMOS DEIXAR DE EXISTIR NA CARREIRA POLICIAL, COM CERTAZA IRÁ GANHAR A SOCIEDADE, A CLASSE POLICIAL E A VERDADEIRA DEMOCRACIA.

ABAIXO O MILITARISMO NA CLASSE DE POLICIAIS!!!!!

Anônimo disse...

ATÉ 1979 O COMANDANTE GERAL ERA UM GENERAL DO EXERCITO E OS PMS TINHA APOIO DO GENERAL E DO SECRETARIO DE SEGURANÇA QUE ERA UM CORONEL DO EXERCITO DEPOIS QUE O COMANDANTE GERAL É UM CORONEL DA PM FICAMOS SEM APOIO E SEM SALARIO MILITARISMO ESTADUAL NAO VALE PARA NADA SÓ PARA CORONEIS DO ESTADO QUE FAZEM O QUE QUEREN E INVENTAO A LEI DELEGADA PARA ENGANAR E NAO DAR AUMENTO FORÇANDO OPM TRABALHAR SEM FOLGA E FERRANDO O APOSENTADO DA PM ABAIXANDO O SALARIO E TIRANDO AS HORAS EXTRAS DO GUARDA MUNICIPAL FAZENDO O PM CORRER ATRAS DE MARRETEIROS MO DIA DE FOLGA ESTA TUDO ERRADO ESSA LEI DELEGADA É MUITO BOA SÓ PARA OFICIAIS QUE VAO GANHAR DA PREFEITURA OUTRO SALARIO

Alberon Lisboa disse...

O militarismo é um resquício da ditadura de 60. Até a revolução de 60 não existia a figura constitucional da PM, que só foi institucionalizada pela ditadura Militar para servirem de tapetão. O militarismo não é um estilo de vida como disse o algoz "anônimo", mas sim uma forma do governo alienar a sociedade e dispor de instrumentos repressivos. Gostaria que todos os que se dispõem a deixar sua opinião nesta página o fizessem de forma clara e explícita, sem a necessidade de se esconder atrás do anonimato, assim como tem feito o nosso companheiro defensor do militarismo, o vulgo "anônimo", que não tem coragem de expor suas idéias e se identificar. É isso o que o militarismo é, um instrumento alienador e que acovarda os seus patrícios. Creio que o nosso companheiro "anônimo", seja um destes oficiais de carreira, frustrado por saber que fora das fileiras do militarismo ele é apenas mais um entre tantos cidadãos deste país. E que o único diferencial dele é uma farda rota que esconde as suas debilidades e fraquezas. Atenciosamente.

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