Obediência e disciplina, qual o limite?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Não queremos implodir a obediência e a disciplina das instituições policiais, mas tudo deve ter um limite. Também não queremos impor verdades. Queremos refletir sobre algumas bases da formação policial. Até que ponto os cursos podem alienar uma pessoa, diminuí-la como ser humano, como um ser dotado de razão? Até que ponto se deve obedecer?

Vamos começar apresentando uma história contida num artigo do jornalista Marcos Rolim. Como não temos provas de que ela seja verdadeira, fizemos uma adaptação para preservar a imagem de instituições e de cargos. O jornalista narra:

Um dos meus alunos no curso de especialização em segurança pública da Faculdade de Direito, policial da Instituição X, me relatou um fato ocorrido com seu familiar, um jovem cujo sonho era ser policial: o rapaz havia sido selecionado pela Instituição X. Um dia, sua turma recebeu ordem para efetuar a limpeza de um enorme e imundo banheiro coletivo. Os alunos se esforçaram muito e deixaram o local brilhando. Exaustos, depois de horas de trabalho, viram quando o instrutor colheu quilos de estrume dos cavalos, entrou no banheiro e espalhou a carga pelo chão. O mesmo instrutor determinou, então, que a limpeza fosse refeita, já que o banheiro continuava imundo. O jovem recusou-se a cumprir a ordem humilhante. Recebeu várias ameaças e, naquele momento, desligou-se da instituição. Ao relatar o fato ao superior imediato do instrutor, ouviu dele a seguinte pérola: De fato, você não tem vocação para ser policial.

A história também aborda a questão da vocação, mas deixemos isso para outra oportunidade. Vamos nos  ater à obediência e à disciplina, concentrar nos fatos narrados e tratá-los como novela. Sabemos que não aconteceu, mas vamos considerar que tenha acontecido, hipoteticamente.

Nada de humilhante em lavar um banheiro ou de limpar estrume de cavalo, embora eu  creia que essa "matéria" não deve constar na grade curricular de nenhum curso de formação policial. O policial, no seu cotidiano profissional, vai lidar com coisas muito mais sujas, podres e fedorentas do que estrume de cavalo. Como falou um sargento no blog Segurança Pública - Idéias e Ações, limpar coco de eqüino é "mamão com açucar" comparado com o que os policiais se deparam nas ruas. O que eu achei estranho, e que é o foco desta postagem, foi a atitude do instrutor em, depois de o banheiro já ter sido limpo, ele ter colhido quilos de estrume de cavalo, entrado no banheiro e espalhado a carga pelo chão. Imagine o número de adjetivos carinhosos os alunos não devem ter pensado ou falado entre si sobre o instrutor... Deve ter sobrado até para a mãe dele, coitada.

Não temos dúvida de que o policial deve ser formado para situações extremas, nas quais sua vida e a de seus companheiros estarão em dificuldade. O policial deve ser treinado para atuar nas situações mais adversas possíveis; a violência, a brutalidade e a morte fazem parte do cotidiano profissional. Destemor, bravura e coragem são qualidades imprescindíveis a um policial. Não somos contra treinamentos que visam desenvolver essas qualidades. Exemplos: Barraca de gás, rastejar na lama e exercícios físicos desgastantes.

Bom, voltando ao tema principal, os alunos deviam limpar a carga de estrume espalhada no chão do banheiro? Analisando o fato juridicamente, em tese, a ordem era ilegal e se enquadraria, no mínimo, em constrangimento ilegal e abuso de poder. Do ponto de vista pedagógico, no meu entender, é uma forma sutil de lavagem cerebral, de alienação, uma adaptação negativa ao sistema, uma forma velada de diminuir o ser humano, de tratá-lo com um ser inferior, como alguém que não pensa, como um ser irracional.

Tudo tem um limite. Embora obediência e disciplina sejam qualidades indispensáveis a um policial, elas não podem ser cegas. O policial não pode ter uma atitude passiva diante de certas situações. É preciso que se desenvolva o espírito crítico, e não o contrário. Contestar não é crime. Obedecer cegamente é loucura. Não havia qualquer sentido ou razão em espalhar a carga de estrumes no chão do banheiro que já estava limpo. O objetivo não seria incutir na cabeça do aluno que ele deve cumprir ordens, mesmo que essas ordens não tenham o menor sentido? Não seria perpetuar aquela velha frase: Pondera não, aluno, ordem é ordem, não se discute!

Enquanto tudo evoluiu, enquanto a cada cinco anos a humanidade dobra o seu conhecimento, as instituições vão continuar estáveis?

Eu não sou dono da verdade. Talvez eu esteja totalmente errado. Mário Sérgio, coronel da PMERJ, disse que talvez o fato tivesse um fim pedagógico, que ele definiu de "Pedagogia da Bosta". Mas, no meu ponto de vista, se a história contada pelos Marcos Rolim fosse verdadeira, ela demonstraria o que a Instituição X quer ensinar para os futuros profissionais de Segurança Pública: Obedeçam, cachorrinhos, bichos sem-valor!



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22 comentário(s):

Anônimo disse...

"Pedagogia da bosta" foi ótimo rsrsrsrs...
Sendo fato o que aconteceu, creio que foi para...Foi uma forma grotesca de colocar em prática o "obedecer", mas sabemos que atitudes como essa é rotineira dentro das instituições militares. Sem dúvidas, precisa-se rever alguns conceitos de instruções e adestramentos, Polícia Militar não é Exército Brasileiro Estamos em 2009, não 1960. Oficiais e praças que exercem o papel de instrutores nos cursos de formações e, não possuem discernimento suficiente para saber que, passar conhecimento e inicializar o aluno para a vida militar não é preciso humilhar e nem diminuir a dignidade humana daquele que irá servir à sociedade.

José Ricardo disse...

Bom o comentário anterior. Só peço aos demais comentaristas que evitam citar nomes de instituições e de cargos. Vamos debater idéias.

Silvia Gomes disse...

A pedagogia da "humilhação", na minha humilde opinião, anda intimamente agregada a antiga cultura da ditadura onde prevalece a máxima: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo", mas nos meus parcos conhecimentos sei que ordem absurda não se cumpre e pode-se classificar esse tipo de atitude como absurdo, já que nada acrescentaria em termos de conhecimento e nem mesmo de treinamento físico. Sabem o que é mais triste? Esse tipo de "ensinamento", por mais esdrúxulo e estapafúrdio que seja, realmente acontece!

Dextermilian SD disse...

no curso de formação vc tem que ser vc mesmo! se vc achar que está sendo humilhado , não pense muito, manda os caras para aquele lugar!!! pois paciencia tem limite , um ranquinha de vez enquanto até que dá, mais humilhação todo dia é demais!!! isso tem que mudar ,talvez um dia as coisas mudem! como dizem , se está ruim pede para sair kkkk rir é melhor que chorar!

Anônimo disse...

Algumas instituiçoes militares ainda persiste com o pensamento que quando o corpo paga a mente assimila. Ou seja, brutalidades, humilhaçoes, faço parte de uma dessas instituicoes e gostaria de ve-la diferente onde a razao, o conhecimento sobrepossem a graduaçao.....

manga lisa disse...

O termo "polícia militar" já é muito ultrapassado,pois o inimigo do militar é declarado já o nosso é eventual,o militar é treinado para matar e o policial tem o poder letal como último recurso.No meu curso de formação a única matéria que foi concluída no padrão foi a de ordem unida ao passo que as disciplinas que realmente serviriam ao policial no exercício da sua atividade fim,como noções de direito ,relações humanas,defesa pessoal e armamento e tiro deixaram a desejar,tendo,muitas vezes, os horários destinados ao ensino de tais matérias substituidos para a execução de traquejos bestas e humilhações desnecessárias.Afinal de contas,estão preparando homens para lidar com monstros ou para trabalhar junto a pessoas cidadãs?Depois,quando um policial comete um erro nas ruas,fruto de uma formação deficiente e antiquada,nossos próprios pedagogos é quem irá puní-lo.

Anônimo disse...

O treinamento no limite serve para que o policial possa enfrentar as vicissitudes da profissão sabendo controlar seu estresse. Essa seria a idéia. Não corroboro com humilhações. No entanto, o policial-militar é forjado para lidar com situações extremas. O aluno ficar apenas tendo aulas de armamento, tiro, defesa pessoal, direitos humanos é insuficiente. Quando este policial deparar com uma situação de estresse, troca de tiro, conflito urbano, aí verá que saber manipular uma arma não basta. Não vai atirar a toa em uma pessoa na hora do estresse. É preciso mediar a situação estressante gradativamente. Portanto, o estresse nos cursos de formação serve de preparação mental do policial para que saiba que será estressado nas ruas. Assim, terá preparo para não se estressar e cometer abusos com os cidadãos.
Se treinamos tiro para saber quando não devemos atirar e ter cautela, também devemos treinar estresse psicológico para sabermos quando não devemos nos estressar com os cidadãos. Um caso simples, um policial separando uma rixa, se tal policial não for acostumado com situações estressantes, ele vai se igualar aos rixeiros e de nada serve a presença policial. O policial deve ter controle emocional e o treinamento, às vezes, serve para isso.
Alguns discentes vêm da sociedade corrompida, entram na polícia não por vocação, já foram presos, e, portanto, se sentem ofendidos com qualquer coisa. Não tiveram obediência e disciplina com os pais, imagina com um instrutor desconhecido. Aí, a partir do treinamento que recebem descontam na sociedade. Isto é por que não têm vocação e nem inteligência para a profissão e aborvem o que aprendem no curso de forma negativa. Pessoas que só que receber o salário no final do mês sem realmente merecê-lo. Sem dedicação. Querem ficar sentados assistindo aula o dia todo e recebendo para tal. Depois querem cumprir suas horas de "trabalho" sem se preocupar com a resolução dos problemas da comunidade. No dia que forem pisar na lama vão ficar com "nojinho". Independente da atividade, pode parecer ilegal e constragimento para alguns enquanto para outros não. Não há rotina na atividade policial e situações brandas se tornam extremas de súbito. Sair de uma sala de aula para um rastejo tem um cunho. Treinamento militar e policial-militar são diferenciados.
Em contrapartida, há instrutores que também não entendem o cunho do treinamento psicológico e não sabem limites. O instrutor deve estar ciente do escopo da atividade proposta aos alunos e não ordenar a seu bel-prazer.
O treinamento teórico é imprescindível. A praxis aliando teoria e prática é vital para que o policial seja técnico, calmo e profissional na mediação de conflitos urbanos estressantes.
Mais um vez ressalto que não corroboro com humilhações em espécie alguma. No entanto, ser policial não é para qualquer um. É uma profissão diferenciada para quem se engajar na paz social. Ser militar é mais difícil ainda. Como em um artigo anterior que o autor disse que a profissão policial-militar não é sacerdócio. Discordo.
O policial-militar é policial e militar ao mesmo tempo. Defende seu estado e, no extremo, seu país. Quem usa a polícia como profissão nunca entenderá isso pois desconhece o histórico e missão da instituição. Sacerdócio é quem exerce profissão nobre e honrosa com elevada dedicação. Quem tem espíto de Policial-Militar é sacerdote da paz social por todos segundos de sua existência.
“Quanto mais suor derramado em treinamento, menos sangue derramado em combate” frase militar que adequando para o policial-militar: “Quanto mais suor exalado em treianmento, menos sangue (do cidadão ou do próprio policial) derramado na resolução de conflitos sociais”
Ass.: Um Chefe de Curso

José Ricardo disse...

Chefe de Curso, é isso mesmo. Como eu disse na postagem, "não temos dúvida de que o policial deve ser formado para situações extremas, nas quais sua vida e a de seus companheiros estarão em dificuldade. O policial deve ser treinado para atuar nas situações mais adversas possíveis; a violência, a brutalidade e a morte fazem parte do cotidiano profissional. Destemor, bravura e coragem são qualidades imprescindíveis a um policial. Não somos contra treinamentos que visam desenvolver essas qualidades. Exemplos: Barraca de gás, rastejar na lama e exercícios físicos desgastantes." Como disse o Sr. Coronel Mário Sérgio, o "desinteresse de um instrutor pelo seu aprendiz, mesmo mascarado por bondade e respeito, pode ser fato mais grave e digno de reprovação do que a pedagogia da bosta."

O policial, no seu cotidiano profissional, vai lidar com coisas muito mais sujas, podres e fedorentas do que estrume de cavalo. Limpar coco de equino é "mamão com açucar" comparado com o que os policiais se deparam nas ruas. Só que, no caso hipotético contado na história, eu não achei nenhum sentido ou razão em espalhar a carga de estrumes no chão do banheiro que já estava limpo. O objetivo não seria incutir na cabeça do aluno que ele deve cumprir ordens, mesmo que essas ordens não tenham o menor sentido? Não seria perpetuar aquela velha frase: Pondera não, aluno, ordem é ordem, não se discute!

b2cmd disse...

Muito bom tópico. É aquela velha filosofia, como se fosse criar um Pit Bull a murros e pontapés todos os dias deixando-o passar fome, sede, e após esse tipo de adestramento, solta-o nas ruas e diz, seja cortez com as pessoas. È isso que acontece, fazem esse tipo de coisa com o policial militar e coloca na rua para pregar a POLICIA COMUNITÁRIA. Como pode ter tanta falta de lógica no processo de formação ne? Até que ponto essa situação vai persistir em meio ao século XXI?

Anônimo disse...

Boa noite amigos, sou PM de MG, estou fazendo curso na APM e penso que a forma de tratamento melhorou muito pouco, o problema está no EGO do ser humano. a instituição é boa, quem não presta são certos homens que se acham acima de outros seres humanos. No final tudo é vaidade.
Al Fábio

Sgt Daniel disse...

Estamos cheios de homens ignorantes à frente da formação de pessoas. Mas errado é quem os coloca lá. Está na hora de se começar a acioná-los judicialmente na Lei 4.898, talvés assim melhorem como seres humanos.

Anônimo disse...

estou na policia a 26 anos, quando entrei na policia, o regulamento era cumprido, soldado era soldado, sargento era sargento e oficial era oficial. lembro de certa vez que chamei um cabo de voce, pelo motivo de ter pegado uma amizade com o mesmo e o mesmo me chamou a atenção e fiquei muito chateado com o fato. hoje apos ter passado muitos anos de policia na ativa e ter muita experiencia, fico a pensar se realmente, aquilo foi errado. pois hoje não ha mais respeito, não se separam as coisas profissionais , das amizades. amizades estas falsas, pois, so se conhece as pessoas, quando se tem um problema, com as mesmas.
estou com 26 anos de policia e faço tudo para continuar, contudo, vejo meus companheiros, indo embora, contando tempo de inps e reformando, todos revoltados, não com o regulamento, mas pela falta de profissionalismo dentro da coorporaçaõ. todos lavam as mãos e deixam a policia se afundar, a parte administrativa da policia, hoje é uma vergonha, pois quem esta no cargo de comando, deve gerenciar e isto não esta acontecendo. tem dó dos que estão ficando, dos que estão chegando agora, pois pagarãp, por esta policia de passar a mão na cabeça de todos e que quem lucra são os policiais que querem se candidatar a algum cargo politico e nos compram com estas promessas de falar sobre regulamento arcaico.
o regulamento não tem nada demais para ser cumprido, a melhor coisa do mundo e cumprir uma ordem legal, dificil e ser responsavel por diversos policiais e ter que comanda-los. acho que todo policia, deveria durante seu estagio a obrigação ter que ser responsavel por muitos policiais e ver como e dicil comandar, como tem gente que não quer fazer nada nesta policia. isto e fato e todos sabem disto, os que enrolam nada acontece aos mesmos, não por culpa delers mesmos, mas por culpa do sistema que os criou, toda vez que se compactua com coisas erradas, nos tornamos refem das mesmas.
Obrigado por me ouvirem, pois falar a verdade e necessário.

Anônimo disse...

isso é pros caras aprenderem o que NÃO se deve fazer na rua. Quer dizer, se vc fizer isso com um paisano, vc toma um ferro danado, mas fazer com um mais moderno...

Anônimo disse...

Infelizmente alguns profissionais que lecionam na ACADEMIA não possuem qualificação profissional adequada para ensinar a parte teoria e menos ainda sabem o que é trabalhar na rua. A Academia infelizmente está se tornando um porta cabide e uma máfia, só entra quem faz parte da "panelinha" ou quem tenha um QI (quem indica muito forte")independente da sua qualificação profissional.O pior disso tudo é que muitas dessas pessoas acumulam funções, trabalham em Batalhões ou CIAS e no horário que deveriam estar no quartel deslocam para a academia para lecionar e ganhar por aulas ministradas, é mole! Alguns têm a cara de pau de utilizar da viatura policial para deslocar e um policial para dirigir a VP. Enquanto isso ainda presenciamos transferencias por causa de "bico",é muita sacanagem não? Como um instrutor com este perfil pode contribuir para a boa formação de policiais militares? Apesar de o magistério ser permitido, as pessoas deveriam adequar sua carga horária e não sair do quartel no horário de serviço para ministrar aulas. Não vou radicalizar, pois sabemos que a instituição possui excelentes profissionais que fazem o máximo para preparar os novos profissionais.O monopólio é que deve acabar.

Anônimo disse...

anonimo:
esse sistema que é implantado pelas instituições que acha que a humilhação faz parte da formação seja lá de quem for isso é antiquadro,pois a humilhação so traz revolta.

Anônimo disse...

o policial só pode oferecer o que ele conhece,se a segurança anda ruim é reflexo do que ele aprende nos quarteis.

Anônimo disse...

Ao anônimo que postou em:7 de abril de 2009 17:46.

"Vc" me parece mais um exemplo claro da má formação, digo sua explanação de indignação se refere basicamente a coisas de vaidade. Infelizmente muitos graduados estão mais preocupados com a meia volta do soldado, do que em cumprir e melhorar seus serviços prestados a população! Realmente o ideal é um curso de formação em que o aluno aprenda a parte de legislação, táticas operacionais e tenha completo domínio sobre a operação do armamento, a tal cultura da "BOSTA" serve apenas para revolta-lo e tentar fundir nele um espírito de inferioridade e total submissão, o que acontece em muita CIA Escola é mal preparo tático e muito "ranca", no final das contas estes recem-formados vão pras ruas atender a vc cidadão!!!!

Sd Gonçalo

Anônimo disse...

DEVERIA EXISTIR UMA COMISSAO DE DIREITOS HUMANOS PARA DEFENDER OS PRAÇAS ,POIS SE ISSO FOSSE FEITO COM PRESIDIARIO ERA TORTURA.

Anônimo disse...

VIDA DE PRAÇA E DIFICIL E DIFICIL COMO O QUER,NO 18 BATALHAO DE SALVADOR,PRINCIPALMENTE NA 1 CIA ACONTECE TANTO ABSURDO,QUE O CMT DA CIA FAZ COM OS PRAÇAS,QUE DEVERIA UM COMISSAO DOS DIREITOS HUMANOS DA UMA PASSADINHA POR LA,MORRE POLICIAIS NO POSTO DE SERVIÇO FARDADO,POIS O MESMO TRABALHA SOSINHO COITADO,ELES DAO O BASTAO E O COLETE E LARGA O MESMO LA AO DEUS DARA.

Anônimo disse...

Tenho acompanhado o Blog e percebido que aqui se discute segurança pública de uma forma elementar. O texto apresentado é muito interessante, tendo-se em vista que a preparação policial vai muito além de apenas conhecimento júridico e operacional. Ela ultrapassa os limites do corpo e da mente, o candidato a policial chega a humilhação extrema, mas o que "sobrevivem", se sobressaem ante aos demais, é firme em suas decisões e não se abala psicologicamente, cumpre as ordens e é obediente às leis. A "humilhação" relatada molda o caráter e prepara o candidato para um processo mais doloroso, que é a rua, o serviço operacional de fato. Não acho que tais procedimentos sejam resquícios da Ditatura. Quantas vezes nós Policiais nos deparamos com fatos que, de certa forma nos humilham durante o serviço policial. E se a cada vez que eu fosse humilhado, eu deixasse de executar meu serviço, minha função. Se cada vez que eu estivesse efetuando uma prisão, fosse xingado, matasse o cidadão que fez isso, simplesmente porque não gostei. Quando em curso, determinados tratamentos de "choque" devem sim ser aplicados ao aluno, leva-lo ao extremo e traze-lo de volta a fim de prepara-lo para o pior. Acho que devemos ser coerentes quando pesarmos em limites de obediência e disciplina durante os períodos de formação.

Anônimo disse...

treino luta greco romana e 6 anos e o nosso treino
e duro pois estamos treinando para a batalha e sou militar mas estes treinos de muido de 3,4,6,8,10 meses soa bons mas e durante este periodo depois fka policias gordos e despreparados

Anônimo disse...

manga lisa bacharel em direito com pós graduação. as vezes ou na maioria das vezes o treinamento militar, é feito por um individuos que mal trata a tropa e depois que o mesmo se forma reflete as humillhações por ele sofridas no trato com o cidadão,qued consequentemente a instituição afirma que é um desvio

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