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Desmilitarização das Polícias Militares

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Ouvi hoje uma entrevista do comandante-geral da PMERJ, Excelentíssimo Senhor Coronel PM Mário Sérgio de Brito Duarte, defendendo a continuidade da polícia militarizada. Não entendo essa posição conservadora do senhor oficial. O militarismo na polícia trata-se de evidente dicotomia. Uma atividade intrinsecamente civil sendo realizada por uma organização militar, por profissionais que devem respeitar as garantias e liberdades individuais do cidadão, o Estado Democrático de Direito, mas que eles próprios não gozam de cidadania plena.

Alguns ainda tentam defender o militarismo sob a alegação de que algumas ações policiais têm caráter militar. Ora, não há que se confundir adotar o modelo militar em situações específicas com agrilhoar profissionais de segurança pública a um retrógrado militarismo, que lhes nega a cidadania e o acesso aos direitos constitucionais garantidos a todos os trabalhadores. Como exigir que um profissional respeite um direito que lhe é negado? É possível dar o que não se tem?

Do mesmo modo que o Senhor Coronel PM Emir Larangeira, eu não aceito de modo nenhum ver um policial nas ruas protegendo o cidadão e, ao mesmo tempo, podendo ser recolhido preso, encarcerado, porque saiu do serviço cinco minutos antes. E pensar que esse policial será o mesmo que, nos dias seguintes, estará controlando o trânsito para nossos filhos atravessarem a rua em segurança. Com qual motivação ele cumprirá a árdua tarefa de proteger a sociedade?

Não que eu ache correto sair mais cedo do trabalho. A questão é a proporcionalidade da pena, a diferença de tratamento que é dada a um civil e a um militar. O civil pode desacatar o policial, agredi-lo, e pela Lei nº 9.099/95 não ficará preso. Responderá em liberdade.

Na minha opinião, não é razoável adotar o modelo militar na segurança pública. Não podemos ter a visão equivocada de que o crime é apenas mais uma guerra a ser combatida em território hostil, sob pena de envenenarmos a relação entre o policial e o cidadão. A polícia não pode ser vista como um exército de ocupação. O cidadão infrator não pode ser encarado como um inimigo, muitos menos como um inimigo pessoal.

Um dos objetivos do treinamento militar, talvez o principal, é internalizar no aluno os pilares da hierarquia e da disciplina, a obediência irrestrita aos superiores, o fiel cumprimento do regulamento disciplinar e das normas castrenses. Balzac insinuava que "a vida militar exige poucas ideias". Ainda estão registradas na legislação militar sanções administrativas e penais para quem debate assunto atinente à disciplinar militar, para quem critica atos do governo, para quem se reúne para discutir ato do superior, mesmo que esse ato tenha prejudicado a coletividade e seja manifestamente ilegal ou imoral. De certa forma, é um cerceamento da liberdade de expressão, da liberdade de reunião e da livre atividade intelectual.

Por falar em leis, por que um Código Penal diferenciado para o policial militar, mais rigoroso, com crimes específicos? Correto? Se a resposta é positiva, então vamos criar um Código Penal Médico, um Código Penal de Engenharia, um Código Penal de Mecânica...

Os pilares da hierarquia e da disciplina não podem estar acima dos princípios expressos e reconhecidos da Administração Pública: Legalidade, impessoalidade, publicidade, transparência, moralidade, motivação, eficiência, especialização, entre outros. Na verdade, os princípios são muito mais substanciais, atendem muito mais ao clamor público, do que os pilares do militarismo. Do que vale disciplina sem eficiência? Os princípios, sim, são importantes. A Polícia Militar é uma instituição pública, que deve servir ao povo. Logo, exige-se que trabalhe dentro da legalidade, com impessoalidade e moralidade; exige-se transparência em suas ações, publicidade dos atos e das normas administrativas. Hierarquia e disciplina são inerentes a qualquer instituição, pública ou privada.

No militarismo, existem muitos pesos, mas poucos contrapesos. O policial militar deve estar sempre pronto para cumprir a missão, a qualquer hora do dia ou da noite (peso), mas não tem direito a hora-extra nem a adicional noturno (contrapeso). O militar não pode sindicalizar (peso), então como ele vai reinvidar seus direitos (contrapeso)? O policial não pode fazer greve (peso), então como ele vai cobrar dos patrões (contrapeso)? Eu poderia citar outros exemplos, mas creio que já deu para compreender que existe um desequilíbrio nessa "balança", que o ônus nem sempre vem acompanhado do bônus.


A principal tese de defesa contra a desmilitarização das PMs é a alegação de que os militares estaduais cairiam na "vala comum" do sistema previdenciário dos servidores públicos civis. Muitas vezes, para dar dez passos para frente, é preciso dar um para trás. É preciso lembrar também que o compromisso de toda instituição pública é com a sociedade. O foco do sistema não pode ser o próprio sistema.

Ademais, com poucas palavras é possível persuadir a sociedade e os governantes de que os policiais necessitam de um tratamento diferenciado, sobretudo nos sistemas de saúde e previdenciário, em vista da carga de estresse da profissão, dos riscos de morte, invalidez, lesão corporal, degeneração do estado de saúde mental, de contágio por doenças, assim como das responsabilidades civis, administrativas e penais inerentes à atividade policial. O princípio da igualdade consiste em tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades, objetivando alcançar a igualdade plena.

A desmilitarização é um caminho sem volta. Foi registrada nos Princípios e Diretrizes da 1ª Conseg como sendo um dos objetivos a serem alcançados. Embora a desmilitarização não resolva os problemas da segurança pública, libertará os policiais militares da condição de subcidadãos, trazendo-lhes a cidadania plena. Abrirá um caminho para a tão sonhada unificação das policiais estaduais e, consequentemente, para o ciclo completo de polícia.

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58 comentário(s):

sd Lourenço disse...

Na Polícia Rodoviária Federal não existe militarismo e funciona, pelo menos internamente, e sem falar nos salários. E o que é melhor acaba com a Justiça Militar, uma vez que existem coronéis juizes que nem se quer tem curso de direito e vai julgar alguém. È bom acabar com esse troço mesmo.
abraços

Anônimo disse...

A opinião da reportagem é instigativa e prejudicial à formação de juízo sobre o assunto. Em particular, discordo "in totum" com tal assertiva e tenho entendimento sermelhado ao do Sr. Cel Cmt-Geral da PMERJ. A profissão que abraçamnos sempre teve suas peculiaridades e optamos pela defesa da sociedade quando escolhemos prestar o concurso e sermos agentes de defesa social. Não aceito mudança de conceito sob pena de nos transformarmos em um bando corrupto e libertino de agentes. O controle é imprecindível e falta à muitas instituição do Sistema de Defesa Social de muitos Estados de nosso País. Evoluir e transformar, adequando-se o modelo à realidade, SIM. Mudar para banalizar e corromper, NÃO.

José Ricardo disse...

Anônimo, olhando pela sua ótica, somente o militarismo impede a corrupção e a libertinagem, principalmente de agentes públicos. Então quer dizer que minha mãe, enfermeira de uma prefeitura, é corrupta. Meu pai, mecânico industrial, também é corrupto e libertino. Nossos colegas policiais civis, rodoviários federais, agentes da PF, guardas civis, agentes penitenciários, são todos corruptos, libertinos e corrompidos. Afinal, na sua visão, o militarismo é uma panaceia, o remédio para todos os males.

Nossa profissão realmente tem peculiaridades, mas nem por isso temos que ter menos direitos que as demais pessoas, pelo contrário, deveríamos ser iguais a todos, a fim de que cidadão proteja cidadão.

As instituições civis também seus regulamentos, suas normas internas.

A discussão é válida. Entretanto, é preciso fundamentar nossas opiniões. Argumentos falsos, premissas enganosas ou generalistas (sofismas) distorcem a realidade e não levam a uma conclusão verdadeira.

Exemplo de sofisma:

"Os fazedores de projeto não merecem confiança. Ora, este homem fez um projeto. Logo, este homem não merece confiança." - Stuart Mill

Anônimo disse...

Toda instituição tem que ter um código de conduta, não quer dizer que precisa ser necessáriamente militar. Polícia se faz com treinamento, aperfeiçoamento e condições dígnas de salário e logística.Quanto a previdência, é lógico que a instituição terá que ter e se o Hospital que se antes era HPM (Hospital Policial Militar), pode muito bem se chamar (HSP), Hospital do Servidor Policial.

Anônimo disse...

PM do Ceará diz,o militarismo na instituição policial só mostra como nosso pais,parou no tempo pois só paises sub-desenvolvidos adotam o militarismo em suas polícias,os defensores do militarismo são pessoas,que por não terem capacidade de comandarem ao não ser com a impozição do militarismo,essas pessoas não intendem que não presiza ser miltar para ser comandante,ser comandante e primeiro de tudo cuidar e defender seus comandados,ter uma bao formação não só militar e pensar primeiro nos outros antes de sí.

Anônimo disse...

Sou 1 Sgt e concordo plenamente com o Sd Lourenço, a Polícia Rodoviária Federal, funciona perfeitamente sem o sistema militar, e logicamente sem Justiça Militar. E como é que pode um coronel que nem formado em direito pode ser juiz do Tribunal de Justiça Militar?? (cabide).
Precisamos sim de reconhecimento, melhores condições de vida, bons salários, boa logística e treinamento. Prestamos serviçõs melhor ou no mínimo igual a PRF ou PF, por que que temos que ser pessimamente remunerados?
Nos arriscamos muito mais que os acima citados e somos discaradamente discriminados.

Anônimo disse...

Sou a favor da desmilitarização porque o policial de menor graduação em muitas das vezes tem competência e sabedoria para tomar decisões importantes, mas no momento, se tiver um graduado superior, o militar (Soldado) não pode decidir, e assim vai até ao Coronel, quando se trata de Oficial e Comandante a sua opinião não vale nada se for subordinado.

Wladimir disse...

Enquanto tivermos mentes estreitas vamos precisar de argumentos largos para que o militarismo se sobreponha em nossas vidas profissionais. Pessoas com queda para ditatura acham que a polícia pertencem a eles, porém, um dia a base da pirâmidade não vai aguentar tantas lamúrias e imposições, e dessa forma, vai se partir e já sabemos o que acontecerá com a nobreza.

Anônimo disse...

CONCORDO TOTALMENTE COM A MATÉRIA...VAMOS LUTAR PELA DESMILITARIZAÇÃO POLICIAL MILITAR!!!!

José Ricardo disse...

Senhores, vamos discutir o tema, mas debatendo ideias, mantendo o nível de respeito, sem passarmos para ofensas e acusações sem provas, generalistas. De outra forma, terei que retirar a postagens.

Espero a colaboração de todos.

Anônimo disse...

Já vi que o cidadão que apoiou a idéia do Cel. do RJ é um Oficial de polícia, pois defende o militarismo com veemência, achando que se deixarmos de sermos militares, enveredaremos no mundo da corrupção. Porém o que parece é que está com medo de perder o poder e as regalias que os mesmos têm. Temos que sermos livres do militarismo, pois somos tratados como bichos nos interiores dos quartéis, depois querem que tratemos os cidadãos de bem e até mesmo os infratores com dignidade e respeito, sendo que não somos respeitados de forma alguma pela maioria dos nossos superiores, que fazem de tal comportamento, uma verdadeira arma contra toda sociedade. Abaixo ao militarismo!

Anônimo disse...

Li todos os comentários, não devemos nem ir ao céu e nem no inferno, há várias questões na PM que devam mudar, estou na PM a 19 anos, nesse tempo a PM sofreu várias mudanças, e sempre para melhor, com passar do tempo os militares, principalmente os oficiais, estão com a cabeça diferente, são pensamento mais modernos que os antigos com aquelas idéias arcaíca de sermos uma policia carrasca principalmente com os próprios militares.
Mas há de pensar direito, pois a desmilitarização temos algumas vantagens, mas perderemos também algunas vantagens preciosas, dentre elas, poderíamos ser comparado ao cidadão comum e aposentadoria com 65 anos de idade, sendo que a maioria de nós aposentamos por volta dos 50 anos, e ainda no mundo civil não existe posto inediato após aposentadoria.

José Ricardo disse...

Anônimo, realmente, nesses mais de 20 anos de promulgação da Constituição Federal, a Polícia Militar vem tentando se adaptar ao texto da Carta Magna. Mas será que ainda não existem resquícios da ditadura militar, época em que as vontades individuais preponderavam sobre o Direito e as leis?

Prezado anônimo, você fala que seríamos comparados ao cidadão comum. Quem bom que fosse assim, pois atualmente os militares estaduais são subcidadãos, visto que lhe são tolhidos uma série de direitos garantidos aos cidadãos e aos trabalhadores brasileiros.

Sobre a aposentadoria, cito o exemplo dos policiais civis de Minas Gerais, que se aposentam com 30 anos de serviço, de igual modo que os policiais militares. Como falei na postagem, o princípio da igualdade consiste em tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades. Sendo assim, nossa aposentadoria continuará sendo com 30 anos de serviço, pela carga de estresse da profissão, pelos riscos, etc.

Sobre o posto imediato, realmente existe a possibilidade perdemos esse direito. Mas, caro anônimo, a vida é assim mesmo; muitas vezes, para dar dez passos para frente, é preciso dar um para trás. Podemos perder esse direito, mas, em contrapartida, ganharemos o direito de nos sindicalizar e de fazer greve, o que fortalecerá sobremaneira nossa luta por melhores salários e condições de trabalho, além de ganharmos os direitos garantidos a todos os cidadãos, a todos os trabalhadores: liberdade de expressão nos termos da Constituição, adicional noturno, hora-extra, etc.

Agradeço o modo respeitoso do comentário.

"Uma sociedade é livre na medida em que propicia o choque de opiniões e confronto de idéias. Desses choques e confrontos nasce a Justiça e a Verdade, garantido o progresso e auto-reforma dessa sociedade". Stuart Mill

Anônimo disse...

Achei muito produtivo o debate e respeito, com veemência, todas as opiniões e posturas, mesmo as radicais e de interesse particular. Penso que desmilitarizar nos prejudica como instituição. Particularmente, tenho 20 anos de serviço na Polícia Militar de Minas Gerais, passei pelas graduações de Soldado, Sargento, cadete e aspirante e, realmente, sou Oficial. Tenho carater profissional formado nos cursos que participei e me orgulho em pertencer e atuar numa Corporação como a que pertenço. Receio pelas transformações que ela possa sofrer em decorrência de interesses mundanos e pessoais de profissionais que quetionam os nossos pilares e o quarteto que mantém nosso conceito (lealdade, honestidade trabalho e disciplina). A formação militar é a base de formação de todas as polícias do mundo. Algumas, somente, não ostentam a nomeclatura "militar" mas a essência é militar (treinamento, regulamento, regimento e outros mecanismos de controle). Entro nessa discussão por jamais ter tido qualquer problema com o militarismo policial, assim como também vários bom militares (sejam Oficiais ou Praças) com quem atuei. E sim, fui expectador de desvios de conduta de militares que, sim, foram e são contra o militarismo e outras formas de controle e manutenção do bom carater e moral da tropa, com raras exceções. Jamais desejei criticar a opinião de alguém e se o fiz, me desculpem, somente desejei colaborar, emitindo minha opinião sem influenciar ou instigar ninguém. Obrigado

Anônimo disse...

Tinha que ser um OFICIAL!!! Estamos próximos de acabar com a farra das estrelas... Justiça, Paz, Lealdade.

Anônimo disse...

anônimo disse...
caro oficial desmilitarizar as policias estaduais é estremamente nesesario para nós PMs(OFICIAS E PRAÇAS)poi s assim sendo iremos ter uma policia cidadã de verdade com todos os direitos que um cidadaõ goza e naõ se preoculpe com a sua patente pois a desmilitarização naõ siguinifica dizer que perdera sua sestrelas é uma conquista sua, apenas dara ao policial direito de ser tratado com mais humanidade pelos seus superiores e gonvernantes.

Anônimo disse...

Sabemos que Hierarquia e Disciplina, é o que sustenta as bases da polícia militar, porém, muitos se tornam escravos deste sistema tão arcaico e obsoleto,onde "manda quem pode e obedece quem tem juízo". Falta uma coisa muito importante, que deveria ser incorporado aos pilares da instituição, como a valorização do ser humano em primeiro lugar, como pessoas que erram, que tem defeitos, sentimentos, orgulho pŕoprio, dentre outras coisas, que cada um tem em particular. Afinal de contas, somos humanos devido aos inúmeros defeitos que temos, e a grande capacidade de cometer erros, porque se não fosse assim, seríamos seres divinos.

José Ricardo disse...

Senhor oficial, a hierarquia (graduação de autoridade) e a disciplina (observância de preceitos ou normas) é inerente à qualquer instituição ou empresa, o que não quer dizer que sejam necessariamente os pilares, a base.

Se a empresa não atender bem ao cliente, se não prestar um serviço de qualidade, se os recursos logísticos e humanos não forem empregados com eficiência, com certeza ela estará fadada ao fracasso, mesmo que a hierarquia e a disciplina sejam cobradas com rigor. O foco da empresa não pode ser a submissão do funcionário, mas sim a satisfação do cliente e a eficiência.

Recentemente, foi feita uma pesquisa a pedido do Ministério da Justiça na qual 72,2% dos entrevistados reconheceram que há mais rigor com as questões internas - como exigir botas perfeitamente engraxadas - do que com fatores que afetam, de fato, a segurança pública. Na minha opinião, a pesquisa demonstra que o militarismo está desfocando o que de fato é importante.

Senhor oficial, é completamente falso, infundado, esse arqumento que o senhor usou de que quem defende a desmilitarização tem desvios de conduta. Não consta em minha ficha disciplinar nenhuma punição. Esse argumento do senhor é desarrazoado e distorce a realidade.

O enfoque não pode ser controlar, controlar, controlar... O enfoque deve ser a segurança pública, serviço de qualidade. E mais, o profissional precisa ser tratado como ser humano, e precisa ter direitos, do mesmo modo que os demais cidadãos. Já disse, mas repito, que pela legislação castrense não temos cidadania plena. Precisamos nos libertar dessas amarras. Precisamos de uma "Lei Áurea".

Senhor oficial, os policiais militares precisam e querem ser cidadãos. O caminho, a desmilitarização.

JORGE ROBERTO SANTOS disse...

OFICIAL, SE VOCÊ NÃO É FAVOR DA DESMILITARIZAÇÃO, ENTÃO POR QUE NÃO REVELA SEU NOME? VIU, ATÉ VOCÊ ESTÁ AMARRADO A UMA LEGISLAÇÃO MILITAR QUE LHE FAZ TEMER O DIREITO CONSTITUICIONAL DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO. TALVEZ O TAL CONTROLE QUE VOCÊ TANTO FALA SEJA DE EXPRESSÃO DO PENSAMENTO, DE MUDANÇAS, DE EVOLUÇÃO...

Anônimo disse...

Ainda não revelou o seu nome? mostre sua cara... pois como o senhor mesmo defende, o militarismo é um mar de rosas... não aguento ouvir mais essas afirmativas que o militarismo é bom, o militarismo é isso, militarismo é aquilo, bla, bla, bla..... tudo conversa fiada. a verdade é que estamos em uma jaula, e logo nos libertaremos, deixando de sermos animais selvagens dominados pelos adestradores com seus chicotes, onde seremos realmente livres da covardia, da humilhação, do desprezo, da falta de dignidade, da falta de respeito com o ser humano... teremos assim condições de tratar o cidadão como realmente merece, ou seja, da mesma forma que somos tratados por nossos superiores, colocando em pratica tudo que aprendemos nos centros de formação. Só depende de nós. "Prefiro morrer de pé que viver ajoelhado" (Che)

Anônimo disse...

Lamento expressar-me e ferir o brio de muitos. Tentei somente colaborar e enrriquecer o debate. Minha posição é está e a favor de manter nossa Instituição imaculada e referencial para a Nação. Não temo perder qualquer posição ou direito, pois já estão garantidos (irredutibilidade desalários, patente e outros), temo nos transformarmos em algo que nos fará desvalorizar e perdermos nosso conceito e valor social, e até mesmo nossa função para "N" instituições que já competem com nossa missão e almejam nosso lugar (segurança privada por exemplo). Não possuo vaidades e jamais tive qualquer problema com relação a tratamento de subordinados. Pratico e recebo o companheirismo em minha Unidade e tenho a reciprocidade com minha tropa que não é pequena. Não vejo o cenário descrito pelos comentários em nossa Região, mencionando desrespeito, humilhação, atrito, competição e animosidade entre Praças e Oficiais. Tal relação, sim é prejudicial, arcaica e até mesmo irresponsável, nção colaborando em nada com nosso crescimento social e conquista de direitos. Não devemos nos agredir ou competir. Devemos nos unir e trabalharmos juntos com companheiros que somos, sem qualquer depreciação de qualquer lado. Acho que alguns perderam os sentimentos e desejos que os impulsionaram a prestar o concurso para ser apenas POLICIAL MILITAR, mormente de Minas Gerais. Vejo que a vocação para a carreira policial é um fundamento tão importante quanto o desejo de querer ser policial. Fui recentemente apresentado ao site por um outro Oficial e acho uma grande colaboração em conteúdo e informação para a comunidade policial. Parabéns ao gestor. É minha opinião e respeito muito à todas manifestações, mas, em que pese ser Oficial, sou um policial, amo minha profissão desde Soldado (onde um bom, tempo permaneci) e entendo que nossa Polícia está no caminho certo com nossos comandantes (a evolução e latente e evidente). Obrigado.

Anônimo disse...

FIM DA DITADURA INSTITUCIONAL VELADA! E FIM AO MILITARISMO! SE O MILITARISMO FOSSE ÓTIMO A PF, RECEITA FEDERAL, PRF, MPU, TJ, STF TERIAM O RCONT COMO REGULAMENTO! E AO AMIGOS DO MILITARISMO DECADENTE! VÃO PARA O INFERNO!! ABRAÇOS!

Anônimo disse...

Gostaria de manifestar-me sobre o assunto, pois infelizmente, alguns companheiros de farda tem a "síndrome da perseguição", pois acham que o simples fato de serem militares são prejudicados durante a carreira. Ora, vários desses que sofrem essa tal "síndrome" nunca sequer foram nem punidos, mas insistem em cultuar que o militarismo deve acabar. Para esses, o militarismo representa apenas prestar continência ou obediência aos seus superiores hierárquicos, mas esquecem que várias vantagens que possuímos hoje estão atreladas ao fato de sermos militares. Gostaria de que refletissem que se desmilitarizarem nossa PM, perderíamos muito, seríamos tratados como servidores comuns, perderíamos Instituto de Previdência próprio, assistência médica/odontológica própria, para nós e nossos dependentes, nossa aposentadoria passaria a ser regida pelas regras comuns, além de diversos outros prejuízos. Desmilitarizar as polícias é tudo o que os governos estaduais querem, pois a economia seria enorme para os cofres públicos e nós, combatentes do dia-a-dia cairíamos literalmente na "vala comum", aí fica a pergunta: você prefere prestar continência e manter todas essas vantagens ou virar um "paisano" e ter que enfrentar filas do IPSEMG com seu filho doente, além de todos esses prejuízos que listei? Cuidado com pessoas infiltradas que disseminam essa idéia apenas com propósitos pessoais, além do que várias pessoas que coadunam com essa idéia nem militares são, mas adorariam ser, e como não conseguiram alcançar seu sonho disseminam essa idéia de acabar conosco.
Outro exemplo: procure saber a quantidade de pessoas que estão interessadas em prestar o serviço militar nas Forças Armadas. São inumeras pessoas que tentam mas não conseguem. Procurem saber a relação candidato/vaga para os concursos na PMMG em qualquer dos níveis hierárquicos. É muita gente querendo entrar pra PM.
Quem nao quer ser militar é simples: dê baixa do serviço e arrume outra coisa pra fazer !!!

Anônimo disse...

Congratulo-me com o posicionemtno do companheiro. Antes de entrar para a Polícia Militar, almeja, deseja a qualquer custo, se submete ao rigoroso e justo processo de seleção que, pelo visto ainda não conseguiu 100% de eficácia. Reitero a quetão da vocação por entender que, não basta o desejo, vontade e motivação para ser Policial Militar, é imperioso que se tenha a vocação para tal. Julgar e desejar mudanças que não trará benefícios que se pensam que irá trazer não construirá uma instituição emlhor e terminará por penalizar a sociedade a quem se destina nossos serviços. Melhor alternativa aos insatisfeitos e, como bem manifestou o companheiro, com "síndrome de perseguição", optarem por outra carreira ou profissão por falta da verdadeira vocação. Os sintomas se mostram evidentes na presente matéria.

José Ricardo disse...

Senhor oficial, se o senhor não teme o militarismo, peço que se identifique. Mostre-nos que o senhor é de fato um cidadão e não teme ser punido por exercer sua liberdade de expressão. Sendo anônimo, você está querendo vender um carro da Volkswagem estando num da Fiat. Contraditório.

O senhor apresenta diversos argumentos, mas não prova nenhum. Faz afirmação sem fundamento, sem comprovação e não explica o porquê. Logo, seus argumentos não passam de falácias, sofismas.

Ora, no Brasil, o número de profissionais da segurança privada já supera o número de policiais militares. A segurança privada já está tomando nosso lugar há muito tempo. Por que será? Será que não estamos falhando em nossa missão?

Como o senhor mesmo disse, é preciso nos unir, mas não só praças e oficiais. É preciso unir as polícias. A sociedade não entende mais por que duas forças policiais no Estado. Na verdade, ninguém mais entende. É consenso que as polícias estaduais devem ser unificadas, a fim de dar eficiência ao serviço policial. Chega de retrabalho. O ciclo completo de polícia é essencial para a agilidade das investigações, para uma melhor prestação de serviço de segurança pública.

O que o senhor chama de evolução, eu chamo de adaptação à Constituição Federal, promulgada há mais de duas décadas. A adaptação está ocorrendo por força da lei máxima do país.

Toda instituição deve buscar o interesse público. O foco do sistema não pode ser o próprio sistema. E o interesse público exige o ciclo completo de polícia. É como a lenda da renovação do bico do águia. Com o passar do tempo, a instituição fica obsoleta. É preciso uma renovação. É hora de escolher se quer morrer ou reciclar. No caso da águia, ela começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um forte e renovado bico, com o qual irá depois arrancar todas as suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar então as velhas penas. E só após esses longos e dolorosos cinco meses é que ela sai para o famoso voo de renovação e para viver mais 30 anos.

A renovação muitas vezes é dolorosa e traz resistências, mas é necessária para não morrermos.

Senhor oficial, os policiais não se perderam, eles querem é ser policiais, e não militares. A vocação deve ser para policial, e não militar. É isso.

Para o anônimo que não se identificou (contraditório, defende o militarismo e não se identifica. Medo?), repito o que já disse: Muitas vezes, para dar dez passos para frente, é preciso dar um para trás.

Anônimo disse...

Caro mediador e autor do Blog, parabenizo-o, novamente, pelo trabalho, iniciativa, informação e colaboração legislativa disponível no blog. Recentemente tive contato com o Blog e, conforme já disse, apresentado por um outro Oficial. Com profundo respeito, aceito vossa posição a respeito do assunto. Entendo eu ser complexo e sensível pela importância que traz (promoção de mudanças profundas). Analisando a nossa Instituição, vejo muita evolução e seriedade e não consigo, impelido por vossa visão, vislumbrar tanta poda de direitos e desrespeito como mencionado pelos vários comentários. Identificar-me entendo desnecessário, pois traria para o lado pessoal discordâncias que podem ser manifestadas e transformadas em colaboração. Acho que não entendi mal, mas o Blog não tem fundamento profissional e construtivo? Minha opinião jamais foi imposta, somente expus meu ponto de vista e argumentos que entendo serem fundamentados pela experiência e vivência profissional particular este colaborador. Iniciei Há pouco minha colaboraão, mas se ofendo ou agrido qualquer outro participante ou o próprio mediador, peço desculpas pois não foi a intenção e a partir desta mensagem, não mais me manifestarei apesar de continuar, como já fazia, a visitar o Blog que possui valioso acervo legislativo e informativo. Mais uma vez me desculpe e obrigado pela oportunidade. Um fraterno abraço a todos (concordantes e discordantes) e sejam felizes em sua profissão que, repito é maravilhosa e muito importante à Sociedade. Obrigado.

Anônimo disse...

foi tarde.

José Ricardo disse...

Senhor oficial, creio que o senhor não esteja ofendendo ou agredindo ninguém, principalmente a mim. Estamos discutindo ideias. Se divergimos, é somente em nossos pontos de vista. Nunca levo essas discordâncias para o lado pessoal.

A questão é que o senhor não fundamenta suas opiniões, o que leva a conclusões falsas. Para se chegar a uma verdade, é preciso que as premissas sejam verdadeiras. É o chamado raciocínio dedutivo. Ou seja, é preciso provar. Exemplos:

- Todo vertebrado possui vértebras. Todos os cavalos são vertebrados. Logo, todos os cavalos têm vértebras.
- Todo metal conduz eletricidade. O mercúrio é um metal. Logo, o mercúrio conduz eletricidade.
- Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal.


Darei exemplos de algumas afirmações do senhor sem base comprovatória:

"Não aceito mudança de conceito sob pena de nos transformarmos em um bando corrupto e libertino de agentes." - (A partir de quais premissas o senhor afirma que a desmilitarização irá nos transformar em um bando corrupto e libertino?)

"E sim, fui expectador de desvios de conduta de militares que, sim, foram e são contra o militarismo e outras formas de controle e manutenção do bom carater e moral da tropa, com raras exceções." (Todos os militares que são contra o militarismo possuem desvios de conduta? A partir de qual fato/dado/premissa verdadeira o senhor prova essa afirmação?

Senhor oficial, sua contribuição é importante. Acontece que vou até o fim para defender meu ponto de vista e não aceito que sofismas sejam transformados em realidade. Só isso, nada de pessoal, de ofensas, de ferir o brio...

Se eu conhecesse o senhor, poderíamos rir juntos desse nosso debate. Para mim, essa nossa divergência de opinião em nada afetaria nossa amizade, caso fóssemos amigos. Afinal, opinião cada um tem a sua.

O blog estará sempre aberto para o senhor expressar seu ponto de vista. Se bem fundamentado, melhor ainda.

Anônimo disse...

Sou contra a desmilitarização das policias militares. Estava lendo alguns comentários acima e algum nobre companheiro, escreveu que dentro dos quartéis é tratado como um bicho e depois tem que tratar bem o cidadão na rua.Pois é, o fato de um superior hierárquico tratar alguém mal isso não dá o direito para nós policiais tratarem mal o cidadão de bem....o problema não está no fato de ser ou não militar..... pois se desmilitarizar as pms, ficaram os policiais com os seus vícios, com suas arrogâncias o que deve ser realizado é um trabalho doutrinário para mudar o pensamento dos integrantes das pms .Superior é superior hierárquico, mas é um ser humano como os outros, apenas nessa empresa tem um cargo superior...os pms devem sim ter respeito e obediência aos regulamentos mas o que cada um pensa, os princípios que cada um tem deve também pesar nas tomadas de decisões...

Anônimo disse...

Entendo que o tema de desmilitarização pode trazer importante crescimento a (s) PM (s), sem dúvida a condição de subcidadãos é uma realidade tanto na formação do policial militar quanto na operacionalidade do militar formado. No entanto, a desmilitarização pode não ser a solução definitiva. Como postado anteriormente a PM desde a CF/ 88 já passou por diversas “adequações”, e na minha opinião perderíamos menos com mais adequações, em vez do desmilitarismo total; embora não seja a realidade, acho que pode-se alcançar tratamento humano para todos os níveis de hierarquia e exercício pleno de todos os direitos constitucionais dentro da instituição como militar.

Anônimo disse...

HEBERT CB PMMG
Podem até desmilitarizar mas o processo deve ser lento e gradtivo.
Nós policiais militares somos a Força publica do estado e nossa atual geração esta pagando pela ditadura militar"carregamos o estigma de sermos militares.
Sou a favor de uma mudança gradativa e o primeiro passo a PM de Minas já deu EXTINGUIU O RDPM.
Agora acho que todo regulamento e regulamentação seja disciplinar ou não deve passar por uma comissão de justiça para estudos comprobatórios se é ou não Constitucional.
Tudo deveria submeter-se a Constituição Federal do Brasil.
Assim o art.5º que trata da dignidade da pessoa humana seria mais observado e cumprido dentro dos quartéis.
Saudações milicianas a todos irmãos de ideais.
Hebert CBPM PMMG

José Ricardo disse...

Convidaria todos que chegaram até aqui a acessarem os links abaixo e lerem a reportagem da revista época.

* Nossos policiais estão sofrendo

* Tortura, assédio moral, corrupção: é o que mostra a maior pesquisa já feita nas polícias do país

Trechos:

"E qual é a razão desse tipo de “treinamento”? “Eles tratam o policial como um animal, dizem que o PM tem de ser um animal adestrado. Depois, soltam esse animal em cima da sociedade”, diz."

"Se o diagnóstico feito pelos próprios agentes é confiável, a situação que eles vivem é desalentadora: um em cada três policiais afirma que não entraria para a polícia caso pudesse voltar no tempo. Para muitos deles, a vida de policial traz mais lembranças ruins do que histórias de glória e heroísmo."

"Em Manaus, um oficial que prefere não se identificar conta que foi impedido de sair do serviço no Dia das Mães. “Eu estava saindo e me perguntaram se eu tinha servido água no jarro do instrutor. Eu tinha esquecido”, diz. “Eles me fizeram passar o dia enchendo um bebedouro de 300 litros com uma tigela onde só cabiam 300 mililitros”, afirma o PM, que publicou num blog imagens de alunos fazendo flexões com a cara virada para um meio-fio imundo."

"A pesquisa que mostra velhos vícios também revela o desejo de mudança e derruba velhos mitos, como o de que há uma resistência grande dos agentes à unificação das polícias. Apenas 20,2% dos policiais se declararam a favor da manutenção do modelo atual, que mantém PM e Polícia Civil separadas, uma atuando no patrulhamento, outra na investigação. Para 34,4% dos policiais ouvidos, o ideal seria a unificação das duas forças, formando apenas uma só polícia civil, dita 'de ciclo completo' – ou seja, encarregada de patrulhar, atuar em conflitos e também de investigar os crimes."

" 'O resultado mostra que há uma disparidade enorme entre o que dizem os comandos, algumas associações de policiais, os governos e o que quer a massa dos policiais. Os policiais querem a unificação. Se ficarmos ouvindo apenas as lideranças, estaremos manipulados por alguns grupos e lobbies que querem manter o estado atual porque se beneficiam dele', diz o ex-secretário nacional de Segurança Luiz Eduardo Soares, coautor do estudo e também de livros como Elite da tropa e Espírito Santo."

"Uma situação que Ribeiro define muito bem: 'A polícia hoje está doente e coloca a sociedade em risco. Esse modelo já demonstrou que não dá ao cidadão a resposta adequada, e a prova disso está nas ruas todos os dias. É preciso fazer alguma coisa já'."

Jeferson Santos disse...

O que dizem os oficiais a respeito da desmilitarização? A mesma coisa que diziam os senhores de escravos sobre a abolição. Que é necessário controlar. Que esse é o único meio de controlar. Alardam revoltas, indisciplinas, e casos onde o militarismo é a única resposta. E quando a revolta é fruto do militarismo? E quando a indisciplina é a voz de um ser humano que não consegue conter dentro de si o asco que tem diante das injustiças?

Sabe qual foi a justificativa dos oficiais da Marinha sobre o uso da chibata que culminou com o episódio “revolta da chibata”? Que a chibata era o único meio de controle e disciplina viável para as coisas funcionarem.

Talvez se nós mudássemos a condição de narrativa discreta sobre o que ocorre dentro de nossas instituições, como um folclore maldito, que ensina como um mito grego verdades mentirosas, que perpetuam a viabilidade da injustiça, talvez se narrássemos e dermos voz aos absurdos, os homens bem vestidos, cheirosos, respeitosos, que entregam relatórios que desacreditam na viabilidade da desmilitarização fossem questionados, a voz, que neste momento é considerada insurgente, seria ouvida.

Anônimo disse...

Boa tarde, senhores!

Não sou e nem estou Oficial, mas gostaria de deixar minha modesta reflexão, e sei que é muito modesta mesmo, sobre esse complexo assunto.

Com relação ao Oficial que é a favor da permanência do militarismo nas IMES, não é de bom alvitre respeitá-lo em seu pensamento? Assim não é feito com relação as praças que pensam diferente?

Olha, José Ricardo, alguém acima disse algo sobre "Sindrome de Perseguição". Ele falou demais?
Então vejamos: se o Sgt é correto, se quer conduzir o serviço conforme a norma ele é taxado de "lixo", e... "perseguidor"... Resultado? Ninguém quer mais trabalhar com ele pois a Rádio Peão se fez ouvir.

Ah, e o Oficial? Bem, se ele for correto, se quer conduzir o serviço conforme a norma ele é chamado de "lixão", "perseguidor" e "Gato Afir Yole"...

Alguém tem dúvida de que nos falta mais profissionalismo para sabermos separar o pessoal do profissional?

Será que se nós perdemos o status de militar, quem nos garante que não cairemos na "vala comum" da Previdência Geral? Será que continuaremos recebendo na inatividade o mesmo valor que recebíamos na ativa?

Senhores, vejam pelo lado positivo. Já imaginou que a continência é boa? Explico: se você não combina com o policial A ou B, e se eles forem seus superiores, você nem precisa conversar com eles, basta apenas fazer a devida e sair de perto...

Assim como precisamos de argumentos para justificar a desmilitarização também carecemos deles para sustentar a permanência do militarismo nas IMES. Muita coisa mudou na nossa gloriosa PMMG e muita coisa ainda existe para mudar - para melhor, é claro.

Como havia dito acima, essa foi uma reflexão modesta, apenas uma idéia para que nós reflitamos ainda mais um pouco sobre esse assunto.

Abraços,

Brothervip

José Ricardo disse...

Brothervip ou seja lá como você se chama, respeito sua opinião, mas o seu discurso é o mesmo de sempre.

Sobre a vala comum da previdência, não vou ficar a todo momento repetindo o que já disse na postagem. Se ficarmos atrelados somente a isso, nunca iremos avançar.

Os partidários do militarismo sempre focam a disciplina e o controle. Se você ler a postagem, verá que pouco se fala sobre isso, até porque a disciplina e a hierarquia existem em qualquer instituição, pública ou privada. Dar enfoque apenas nesses "pilares" é pensar muito pequeno.

Se as coisas mudaram, foi porque houve luta, foi porque um cabo morreu, foi porque muitos foram expulsos, foi porque os praças lutaram para acabar com o RDPM, foi porque o governo está preocupado com resultados... Nada veio de graça, não houve nenhuma bondade nessa história.

Repito que respeito todas as opiniões, mas vou defender o meu ponto de vista até o fim.

gomez disse...

é interessante o tema desmilitarização para as policias militares.polêmico não deixa de ser para aqueles que defendem a atual forma de policia,pois eles pensam iguais aos seus antecessores centenários.desmilitarizar é atual e irreversivel.um regulamento que trata profissionais como especiais e não lhes dão o "bonus" de especial é no minimo contraditório. o militarismo é muito importante para quem serve ao estado sentado a mesa dos governantes,banqueteando-se com suas delicias.a pesquisa feita com os policiais de todo brasil,mais de sessenta mil entrevistados que não sentam em mesa alguma,muitos deles nem na prória mesa.pois tem de se virar no balcão da padaria próxima da ronda.essa forma de policia abandonou o homem policial,sozinho sem escolhas,no "front" inimigo,e isso,a mais de século,isso mesmo;já que muitas das nossas policias militares tem mais de 180 anos. que militarismo vergonhoso que não cuidou dos seus, como cuidaria dos outros.olhando para o retrovisor da história das pms,verdadeiramente somos servidores especiais;sem direitos,sem voz,sem salários,sem auto-estima,sem salários dignos,sem moradias.queria substituir aqui a preposição sem,pelo á preposição com,mas com a atual forma de policia só seria possivel assim;com vergonha,com fome,com medo,com dividas.talvez dai tenha surgido a palavra COMandado,aquele que está debaixo de COMando;é por isso,e por "unas coisitas" mais, que chegou a hora do DEScomando militar nas pms brasileira.termino por aqui sem nenhum ressentimento,pois ainda sou um militar de direito,mas não tenho a convicção do fato,por isso,vai a frase do celébre Gandhi,quando aprisionado pelos colonialistas ingleses:" aprisiona-se um homem,mas não os seus ideais". até outro comando.

Anônimo disse...

Caro José Ricardo,

"(..)Se ficarmos atrelados somente a isso, nunca iremos avançar". Tratar a nossa previdência como "somente isso" é não considerar a dimenão do que isso representa. Com militarismo ou sem ele, a nossa previdência é uma conquista também e, é claro, é algo que se deve considerar.

"Os partidários do militarismo sempre focam a disciplina e o controle". É verdade, eles vislumbram isso mesmo. Concordo que nesse quesito não há coerência neles. Alguém já disse que hierarquia e disciplina existe até no Céu, e olha que lá não tem Coronel...

"Se as coisas mudaram, foi porque houve luta (...)". Óbvio que houve e sempre haverá luta quando se pretende mudar algo. Nenhuma luta por mudança é tranquila. Ninguém desconsiderou o esforço que resultou no derramamento de sangue e expulsão dos nossos companheiros. Não é esse o debate.

O que quero dizer, isso sim, é que mesmo no militarismo temos algumas coisas boas que foram conquistadas a duras penas e que não podemos deixar escapar das nossas mãos.

No mais, respeito sua opnião e as dos demais companheiros. Acredito que com essa consideração e respeito é que podemos avançar ainda mais em busca de um futuro melhor para nós que estamos no mesmo barco.

Abraços,

Brothervip

José Ricardo disse...

Brothervip, muitas vezes, para dar dez passos para frente, é preciso dar um para trás. Até quando acabou a escravidão os escravos perderam alguma coisa, como o abrigo (senzala), a comida, etc. A vida é assim, feita de escolhas.

Um promotor, em início de carreira, quanha cerca de R$ 20.000,00, ao passo que o salário base de um Coronel da PMMG não chega a R$ 7.000,00. O salário de um policial rodoviário federal em início de carreira é de R$ 5.815,2, enquanto o salário base de um soldado da PMMG não chega a R$ 2.000,00. Com essa diferença, dá para pagar várias e várias vezes o melhor plano de saúde do país.

Dessa forma, reafirmo que, se ficarmos atrelados somente a isso (previdência), nunca iremos avançar. Continuaremos pensando pequeno.

Respeito todas as opiniões, mas vou defender o meu ponto de vista até o fim.

Anônimo disse...

Caro José Ricardo,

Não imagino ninguém que quer progredir tendo que dar um passo para trás. Mas tudo bem, é seu modo de ver as coisas.

Será que os escravos perderam alguma coisa? Deixar de morar em Senzala foi perda ou ganho? É lógico que foi ganho. Ganhou-se a liberdade!!!

É verdade, companheiro, ganhamos muito pouco. Quem dera que ganhássemos igual a alguns órgãos que você mesmo citou. Mas a verdade é que, pelo menos por ora, não ganhamos.

Ou você não entedeu ou não me fiz entender. Concordo que o Militarismo não faz bem nenhum ao serviço que prestamos. Com ele ou sem ele o serviço irá ser prestado da mesma forma, e o cidadão não quer saber se quem o atendeu é um policial militar ou não.

Repito: temos algumas coisas boas. Elas não podem ser esquecidas. Imagine ir para a reserva ou aposentaria percebendo o que ganham os trabalhadores do INSS. Incide sobre seus rendimentos um certo Fator Previdenciário que NÃO os deixa receber na inatividade o que ganhavam na ativa. E a cada ano seus rendimentos se achatam.

Se mudarmos para um modelo de Polícia que não seja militarizada, que então seja. Eu também desejo isso. Mas alguns dos nossos avanços não podem ser esquecidos. Cito a questão da Previdência porque me ocorre isso no momento. Isso, meu caro, não é pensar pequeno é pensar grande.

Abraços,

Brothervip

Anônimo disse...

Caro José Ricardo,

Antes que me esqueça, quero parabenizá-lo pelo blog.
É importante um espaço assim para podermos trocar ideias sobre diferentes temas. Temas que muitas vezes refletem a nossa própria diversidade sobre um assunto em particular.

Se me permite, gostaria de sugerir um assunto para uma futura pauta: Perturbaçao do trabalho/Sossego Alheio.

Abraços e vida longa ao blog,

Brothervip

José Ricardo disse...

Pois é Brothervip, os escravos ganharam a liberdade. Qual o preço da liberdade, de ser como os demais cidadãos livres, de ter cidadania plena? Se eles tivessem pensado: E agora, iremos dormir no relento, e agora, temos que esperar uma safra inteira para termos nossos próprios alimentos, e agora...

A vida é como um jogo. Exige escolhas. Imagine um jogo de damas. Muitas vezes, para vencer, é preciso perder algumas pedras. Na verdade, acho impossível ganhar um jogo de damas sem perder nenhuma pedra.

Gostaria que a desmilitarização não acabasse com a paridade entre ativos e inativos. Claro que gostaria. Mas a vida é um jogo, é preciso movimentar as peças, fazer o lances e esperar a jogada do adversário. Não sei o que pode acontecer. Como disse na postagem, com poucas palavras é possível persuadir a sociedade e os governantes de que os policiais necessitam de um tratamento diferenciado, sobretudo nos sistemas de saúde e previdenciário, em vista da carga de estresse da profissão, dos riscos de morte, invalidez, lesão corporal, degeneração do estado de saúde mental, de contágio por doenças, assim como das responsabilidades civis, administrativas e penais inerentes à atividade policial.

Entre o sistema previdenciário e ser um cidadão pleno, prefiro a última opção. Com direito à greve e à sindicalização, teremos muito mais força para brigar pelos nossos direitos, para exigir melhores condições de trabalho e salário condizente com a complexidade da profissão.

Sobre o assunto sugerido, será estudado.

Grande abraço.

Anônimo disse...

SOU MILITAR, POSSO FALAR SOBRE O ASSUNTO, COM BASTANTE PRECISÃO, NÃO SERIA NESCESSARIO UM REGULAMENTO POS GUERRA, PARA SER FIEL AOS DEVERES DENTRO DA AREA PROFISSIONAL, EM ACATAR ORDENS DE SUPERIORES, QUANDO O RESPEITO MAIOR ESTAR EM ATENDER A SOCIEDADE EM SI! A REALIDADE DO ''MILITARISSIMO'' É OUTRA, OBDC O TOPO DA PIRÂMEDE,UMA MINORIA, QUE TEM SUAS REGALIAS INTOCAVEIS.(...). UM PAÍS COMO O BRASIL, NÃO PRECISA DE MILITARISMO, A PRÓPRIA HISTORIA JÁ NOS ENSINA ISTO. PRECISAMOS SIM, É DE UMA POLICIA MODERNA, DENTRE TANTAS CÓISAS,IGUALDADE COM RESPEITO, AO TRABALHADOR DE CARGO MAIS SIMPLES, PORÉM ÚTIL, AOS PATAMARES MAIORES, NEM TANTO ÚTIL...

Anônimo disse...

Quero aqui expressar minha opinião, respeitando desde todas que aqui estão postadas.Sou a favor sim da desmilitarização da polícia porque não vejo resultados favoráveis nesse sistema que aí está, veja bem, a revista época publicou recente uma pesquisa feita sobre a instituição polícia militar e vemos que tem dados alarmante sobre a saúde de nossos policiais entre outros. Chamo a atenção de que por trás de uma farda acima de tudo e de todos existe um ser humano, uma pessoa igual aos demais trabalhadores desse país, uma pessoa que não tem só deveres a cumprir mas tem direitos, direitos esses que lhes são negados como por exemplo direito a adicional noturno, risco de vida, insalubridade, greve, sindicalização, entre outros, então como que estamos vivendo em um país democrático e que parte de seus trabalhadores são regidos por um sistema árcaico, pra não dizer ultrapassado e que a história mostra coisas inaceitáveis como por exemplo até certo tempo atrás o praça não tinha o direito de estudar e que aqueles que insistiam eram perseguidos, temos visto que a ideologia e sim senhor, não senhor ou de-me a baixa!vemos que na PM existe uma disparidade enorme entre oficiais e praças vou aqui citar só um exemplo, um oficial quando entra na PM tem toda um pespectiva de crescer, ou seja, tem suas promoções em dia, enquanto que o praça na maioria dos estados da federação entram na PM não tem se quer esperança de ser um cabo a sua grande maioria termina sua carreira como um soldado que por sua vez cheios de doênças físicas e psicológicas se alguém duvidar é só fazer uma pesquisa e todos vão ver que iso é só uma das enúmeras diferênças existentes entre a polícia dos oficiais e a polícia dos praças.Então como queremos caminhar em país que vem a cada dia lutando pra uma qualidade de vida melhor para seus trabalhadores, vem qualificando os seus profissionais enquanto que na PM que pensa muitas das vezes é taxado, é punido, é persseguido, é humilhado, será que as legislações vigentes é só para alguns e outros não? outro exemplo claro é a maneira de punir veja só, um cidadão comum que comete um crime(homicídio)e ele é preso pela polícia, em seguida é ouvido pelo delegado e depois vai para o banco dos réus e lá está o promotor de justiça o defenssor ou advogado e juíz para dá a sentença final pois bem, tem toda um hierárquia de julgamento, enquanto que na PM o mesmo que acusa é o que julga e dá a sentença, porque esse modelo de julgamento?vamos párar e refletir nós enquantos seres penssantes temos que seguir rumo as melhorias ou darmos um passo atrás porque temos medo de enfrentarmos o futuro? DESMILITARIZAÇÃO JÁ! IGUALDADE PARA TODOS POIS NÃO EXISTE DOIS BRASIL, DUAS CONSTITUIÇÃO, DOIS POVOS, EXISTE SIM TRABALHADORES CUMPRIDORE DE SEUS DEVERES E QUE SÓ QUEREM TER ASSISTIDO OS SEUS DIREITOS, SOMOS CIDADÃOS INTELIGENTES!

Ana disse...

Parabens!!!!
Foi a melhor postagem q já li a respeito da desmilitarização da PM.
Não pude ler os comentários dos colegas, depois eu volto pra ler e comentar. pq hj to correndo. Mas nao pude passar sem um elogio.

Anônimo disse...

A PC é uma "polícia civil" desuniformizada. O q ele faz melhor? O q ela tem melhor que as PMs? Resposta: NADA!!! Viraremos uma polícia civil desmilitarizada...

Policial da Guarda disse...

Pra mim a PM nunca deveria ter saído dos quartéis. A Guarda Civil Metropolitana é a saída para a crise existente. Ela é o modelo de polícia a ser seguido pelos militares. A segurança pública é exercida no município, logo é dever da Guarda atuar pois ela é municipal e está preparada para mostrar o porquê de ele está aqui. As ruas e a vida das pessoas são um bem maior, mais do que os bens municipais. Cabe a PM ser chamada apenas em caso específicos e de conflitos de choque. A polícia Civil, a PF, a PRF e a Polícia Municipal são instituições civis e mais próximas da sociedade. Ninguém gosta da PM na segurança pública, já que ela é truculenta e despreparada para lidar com o povo humilde. Polícia é para todos e não para alguns. Será aprovada em breve a PEC 534/02 e seremos elevados a políciais municipais. Estamos aqui pra somar...

Anônimo disse...

vc é um cómedia, dizer que só o militarismo, evita a corupção, certamente vossa exelencia deve se lembrar dos 20 anos de ditadura militar em nosso , onde vossa exelencia estava esta época, onde havia corupção e os orgão de impresa não podiam publicar e nem informar a sociedade, realmente vossa exelencia é uma comédia..............

Anônimo disse...

tabem sou a favor da guarda municipal mostrar que tem seu valor. Guarda armada nas ruas já...

Anônimo disse...

Ao anônimo das 10h14,

Amigo, você diz o seguinte: "... sou a favor da Guarda Municipal mostrar que tem seu valor". Não sou GM e sei muito bem que eles têm grande valor com armas ou sem elas. É claro que se trabalhassem com armas de fogo - a exemplo de alguns estados - isso lhes auxiliariam muito em seu ofício.

Até mais,
Veterano

Anônimo disse...

Acho que deveriamos todos dar baixa e entrar pra Policia Civil. Vamos lá, todo mundo pra P1 assinar a baixa!!!! Eu sou o primeiro da fila!!! Quero ir pro IPSENG!! Podem desativar o Hospital Militar!!! Melhor ainda, vamos pro SUS! Acho que trabalhar de PA até os 50 anos de idade eh muito pouco!!!

Anônimo disse...

e pra quem gosta de constituição... acho que tem um artigo lah que eh previsto a PM. Mas eu ACHO, nem deve ter... tem um lah que preve a PRF e PC tb, quem n gostar... querendo ou n a PM eh um dos concursos hj mais faceis de passar, principalmente depois de 2005. Ae entra um monte de gente querendo mudar muitos anos de tradicao depois que leu apenas uns dois textos. Vamu pensar minha gente, vamu pensar!!! Tem coisa ruim na PM mas tem muita coisa boa... parem de reclamar!

Anônimo disse...

coros colegas militares,observei o descontentamento com a instituicao vejo que esta nade mais e que uma empresa falida que tenta a todo custo se mostrar competente,a visao democratica se resume em circulo militar oficial,em qualque que seja a empresa o faxineiro nao entra como diretor diferente do militar que 1 dia de academia determina ordens ao sub de 30 anos de profissao deixo a reflexao e correto,nao estou que queixando mas seja justo com o homen

Anônimo disse...

sou militar com orgulho, quem não aguentar pede baixa

Anônimo disse...

Sempre vai haver discussão pois os comandantes são a favor do militarismo porque não querem perder sua autoridade de poder fazer o que quiser com a vida do praça! e os praças são contra porque são tratados como aninais por esses individuos, muitas vezes esses oficiais morrem de medo de bandidos e nunca teriam coragem de tratar um ladrão com a mesma forma que trata um soldado!
E eu sou praça, então quero que os comandantes se F....!

Anônimo disse...

Amigos, a GCM é a saída pra situação existente. Onde há guarda civil a criminalidade reduziu drasticamentee as PMs o que fizeram? Aumentaram os contigentes militares onde havia guardas atuantes. Pra quê? Pra combater o poder de polícia que as guardas estavam atuando. Militar é pra guera. Sou totalmente a favor de as GCMs voltarem ao patrulhamento das ruas de onde nunca deveriam ter saído, pois sem ela a PM não faria nem a mentade... kkkk

Anônimo disse...

Concordo com o anônimo das 10h48min!

Quem não quiser ficar - com todo respeito digo isso -, ou não aguentar, tem a liberdade de ir pra uma outra colocação que seja lhe pareça melhor... Aqui (na PMMG), estamos por espontaneidade e não por coação.

Anônimo disse...

Embora avançada em alguns pontos, entre eles o da cidadania, a carta constitucional de outubro de 1988, retrocedeu no item segurança pública, pois ainda persiste em manter a vinculação das instituições policiais dentro do reservado à " Defesa do Estado e das Instituições Democráticas ", mesmo título onde estão inseridos o Estado de Defesa, o Estado de Sítio e as Forças Armadas. Observa-se que os constituintes vinculam as forças policiais a primazia da defesa do Estado, como sempre ocorreu, dedicando adjetivamente uma função policial a tais órgãos encarregados da segurança pública. Contreiras (1998 : 54-55) faz importantes observações sobre esse período, assinalando entre outros fatos , o "lobby" que se formou quando do debate constituinte a respeito do lugar da polícia na ordem constitucional:
" O coronel Sebastião Ferreira Chaves foi ao congresso em 1988 e tentou convencer alguns parlamentares a mudar o sistema policial dos Estados. Sua maior frustação foi causada pela reação do Deputado Ulysses Guimarães. APRESENTEI MEU PROJETO AO DEPUTADO, MAS ELE DISSE QUE JÁ NÃO PODIA MUDAR NADA PORQUE TINHA UM COMPROMISSO COM O GENERAL LEONIDAS PIRES GONÇALVES, Ministro do Exército do governo Sarney".
O modelo brasileiro é contraditório e contraproducente, pois diverve da visão moderna de polícia ao nível mundial, ao inverter o sentido da função civil da segurança pública, engessando a estrutura e ainda o lado comportamental dos integrantes das polícias militares,que a bem da verdade são militares e não policiais, como a destinação constitucional da polícia faz supor.

Anônimo disse...

Em primeiro lugar os guardas municipais são reféns de vereadores e prefeitos, andam sob ordens deles, há um tempo atrás um guarda municipal multou uma parente de um vereador e na outra semana ele foi escalado por retalhação para trabalhar de guarda em um cemitério das 19:00 hs às 07:00 da manhã. A Guarda Municipal ou até mesmo a Polícia Civil quando se mete em encrenca e se vê acuada, de imediato pedem socorro a Polícia Militar. Infelizmente ou felizmente a Polícia Militar é um braço forte do Estado; até o seu curso de formação é mais exigente do que qualquer outra Polícia; a susentação dela é a hierarquia e disciplina. A melhor tropa de confronto em conflito de favelas no Brasil é o Bope que é da Polícia Militar do Rio de Janeiro; porque ela exige de seus homens a hierarquia e disciplina, pois se ela não for militarizada ninguém irá querer cumprir ordens, esse negocio de vestir camisa de operações especiais e por arma na cintura e sair pra rua pagando de bichão não esta com nada, o que manda e ter treinamento constante e aparecer quando for o momento. Não basta querer aparecer; basta ser bom; em muitas Delegacias de Policia, Detetives não cumpre ordem de Delegados e fazem o que querem. Policia Militar, ousadia de muitos e vitória de poucos. Sou um praça da Polícia Militar com muito orgulho, se algum policial militar quer a desmitarização da PM que peça baixa, pois a Polícia Militar não é uma casa de mãe joana, que todo mundo manda e ninguém que obedecer ordem e cumprir tarefas.Para uma instituição ou até mesmo uma empresa se prosperar ela tem que ter comando e hierarquia para que alguém obedeça ordem, pois se não no futuro essa instituição sem rumo fale. A Polícia Militar é que mantém a ordem pública, pois qualquer quebra do sossêgo e vandalismo seja até mesmo por outras instituição estadual é a tropa de choque da Políca Militar que é acionada para restabelecer a ordem e por moral, nos baderneiros; em qualquer cidade do Brazil ou até mesmo um distrit, tem representante da Polícia Militar. Um forte abraço a todos....

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