Representatividade política dos militares

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

* Cláudio Cassimiro Dias

Temos assistido nos últimos tempos, nos últimos pleitos eleitorais um grande numero de candidatos militares concorrendo as vagas na Câmara Municipal, Assembléia Legislativa, Câmara Federal e Senado.

Existem aí, duas possibilidades e dois ângulos de observação, quais sejam, por um lado, o despertar da consciência política com grande número de candidatos aos cargos políticos, porem, por outro lado, o grande numero de candidatos que acaba por desfragmentar a possibilidade de elegermos candidatos militares.

Isso ocorre, por um motivo muito simples, cada candidato consegue um número, muitas vezes expressivo de votos, e não se elege, por faltar votos que muitas das vezes, outro candidato, também com numero expressivo de votos, tem os votos necessários para eleger um candidato e termina por não eleger nenhum candidato.

Falta uma maior consciência política no que diz respeito a representatividade política dos militares. Há que se levar em consideração, que quanto as candidaturas é um direito do pretendente ao cargo político se candidatar, mas o que falta é a coragem de abrir mão de sua candidatura em prol do pensamento coletivo. Enquanto o numero de candidatos militares for o que tem sido apresentado, certamente e infelizmente, não elegeremos candidatos militares.

Em Minas Gerais a reeleição do Deputado Sargento Rodrigues salvou a representação dos Militares no cenário estadual, posto que se não fosse assim, os militares estariam agora, sem um representante que veste farda.

Há que se considerar que existem muitos deputados civis que se interessam e brigam pelos interesses dos militares, até porque, isso reflete na prestação da segurança publica. Mas, ter militares como representantes legítimos, faz sem duvidas, a diferença.

Nesse ultimo pleito eleitoral, tínhamos o nome do Subtenente Gonzaga como um dos candidatos fortes a ser eleito a Deputado Federal, isso em virtude da experiência adquirida no decorrer dos anos, como nosso representante e Presidente de Entidade de Classe, participação maciça em reuniões e atos de interesse dos militares e da segurança publica de nosso estado.

Ocorre que muitos militares que ainda não reuniam as condições e mesmo preparo para assumirem um cargo político, se candidataram e obtiveram até uma votação expressiva devido as coligações e momento político, ou por estarem a frente de associações e entidades representativas de classe, e com esse pensamento de certa forma egoísta selaram o infortúnio de não elegermos candidato na esfera federal e somente o sargento Rodrigues na esfera estadual.

Sinto dizer, mas os militares estaduais perderam uma oportunidade impar de eleger representantes em todos os níveis. Temos de agir com a razão e fazer com nossos colegas militares se dispam de sentimentos egoístas e egocentristas, para que nos pleitos vindouros possamos eleger candidatos militares preparados e imbuídos no bem estar social.

A todo momento não podemos perder de vista que como cidadão, qualquer do povo pode se candidatar ao cargo eletivo, respeitados os dispositivos normativos. Mas, já é hora de concientizarmo-nos que temos condições de eleger até mesmo um governador de estado, muitos vereadores, deputados estaduais e federais.

Quando houver a próxima eleição, que nos reunamos e discutamos quais os candidatos podem nos representar politicamente, mesmo que alguns tenham de abrir da mão da pretendida candidatura, certamente, o coletivo ganhará com a escolha em prol do todo.

Fica um tema para reflexão: O que podemos fazer para melhorar a segurança pública, através de nossos representantes no cenário político nacional?


* CLAUDIO CASSIMIRO DIAS, Especialista em Criminologia, Bacharel em Direito, Bacharel em Historia, Acadêmico Efetivo Curricular da Academia de Letras João Guimarães Rosa da Policia Militar de Minas Gerais, Pesquisador da Historia Militar e palestrante.



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7 comentário(s):

Devair - Sgt PMMG disse...

Caro amigo Cláudio Cassimiro
Você falou toda verdade.
Realmente o egocentrismo de alguns colegas que
Se candidataram a deputado sem a mínima chance de vencer
Prejudicou consideravelmente outros que tem experiência
Política e poderia representar bem a nossa classe.
Mais uma vez dividimos os votos e saímos perdendo.
A legislação eleitoral precisa ser revista para o Funcionário público.
É muita "mamata" ficar três meses licenciado, sem perda De vencimentos e ainda computando este tempo para a Reserva.
Isto induz alguns colegas, que ganham às vezes meia dúzia de votos, a se condidatar a cargo político.
Precisamos de representantes politicamente fortes, sem Manchas da corrupção e que se submetam sem reservas ao Interesse e ao bem comum.

José Neres disse...

Gostaria de parabenizar pela feliz colocação e espero tenhamos outras oportunidades, que eu possa está ao vivo numa de suas palestras.

Anônimo disse...

Dr. Claudio Cassimiro Dias, tudo que o Sr. falou em seu comentário é verdade. Não vamos ironizar a coisa, mas aqui no Pará ou seja na PMPA aconteceu a mesma coisa. Infelizmente ficamos sem representatividade na Câmara Federal por falta de união, acordo que deveriam ter feito e não fizeram, reuniões e etc... O disispeiro foi tanto que não fizeram nada disso que eu comentei. Se tivessem feito vamos dizer um pleito em nossa corporação, talvez daria certo. Mas a ganância é muita. Dese jeito não chegaremos a lugar nenhum. Quero saber se os nossos representantes que ainda tentam algo para aprovação da nossa tão sofrida Pec 300 ganharam? Por favor alguém pode me responder? robertocoturno41@yahoo.com.br Porque a esperança é a unica que não morre. nós morreremos um dia mas para aqueles que tem fé em Deus, ha! esse tem a certeza de que alguma coisa vai dar certo, com a graça de Deus. Olha nossos irmãos da Paraíba, conseguiram através da Assembléia Legislativa aprovarem a Pec 300 isso foi uma grande vitória. É hora dos Estados se mexerem, pois se depender da Dilma ou do Serra, nós estamos ferrados. Vamos lá meus irmãos de farda, vamos lutar por melhorias para a nossas vidas e de nossos familiares. Do geito que vai, a "vaca vai pro bréjo" e aí já viu não vai ter nada de Pec 300. Então vamos lutar para que pelomenos nos Estados alguém lute por nós! Um abraço a todos, 3º SGT PM/PA ROBERTO.

Anônimo disse...

será que não é porque não acreditamos nas opçoes que temos; nossas associaçoes são tão boas mesmo? pois é será... o ser humano é ridiculo e nossos militares não estão longe disto...tchau...até breve...

Silas disse...

OK, foi muito feliz em tocar nesse assunto, já discuti o mesmo assunto com meus colegas, precisamos com muita urgência alcançar uma maturidade politica e termos nossos representantes; vereadores,deputados estaduais, federais, senadores e ate mesmo governador. e por que não?
sugiro que, se faça um levantamento em todo o estado de quanto eleitores militares e parentes de militares temos, afim de nos organizarmos e ver quantos deputados estaduais e federais podemos eleger e futuramente um plebiscito para saber quais os mais cotados para o cargo.
sugiro ainda que os nossos representante criem uma lei para que os militares de serviços nas eleições possam votar em transito afim de nossos candidatos não ficarem lesados nos votos.

Anônimo disse...

matéria publicada em 15/02/2011: Estado de MG fica proibido de aumentar vencimentos, contratar servidores ou criar cargos.
Eu gostaria que os nossos governantes respondessem a seguinte pergunta concernente à matéria publicada: O QUE É QUE EU TENHO COM ISSO? Nós, policiais, não temos que nos matar e carregar o Estado nas costas enquanto os políticos aumentam seus salário em menos de cinco minutos. O rombo da folha do Estado é culpa minha. Tomem vergonha na cara senhores governantes e nos tratem com dignidade.Cabo Luiz PMMG

Anônimo disse...

Prezado CLAUDIO CASSIMIRO,
você poderia detalhar, em um artigo, como um militar pode se candidatar a um cargo eletivo? Isto é, qual o passo-a-passo para um militar se candidatar a um cargo eletivo de natureza política?
Obrigado,
abs

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